Commodities Agrícolas - 12/12/2013

Veículo: Valor Econômico

Seção: Agronegócios

 

Teto em dois meses Com as últimas estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) assimiladas, os preços do algodão subiram ontem na bolsa de Nova York pelo segundo dia seguido. Os contratos com vencimento em maio fecharam a sessão da quarta-feira em alta de 138 pontos (1,7%), a 82,35 centavos de dólar por libra-peso. Trata-se do maior valor de fechamento para a pluma em quase dois meses. No relatório de terça-feira, o USDA reduziu sua estimativa para a produção global de algodão para 25,4 milhões de toneladas. Mas, segundo analistas, uma alta mais consistente poderá ser contida pelo aumento nos estoques globais previsto pelo órgão. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para a pluma terminou a quarta-feira em alta de 0,3%, a R$ 2,1193 por libra-peso.
 
Estoques americanos A redução da estimativa do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para os estoques americanos de soja ajudaram a sustentar os preços da oleaginosa na sessão de ontem em Chicago, conforme analistas. Os contratos para março subiram 6,5 centavos (0,49%), para US$ 13,285 por bushel, após terem caído na véspera. A projeção do USDA indica que os estoques americanos de soja somarão 4,07 milhões de toneladas no fim do ciclo 2013/14. A produção global da oleaginosa foi revista para cima, para 284,94 milhões de toneladas. Mas a projeção de consumo também aumentou 870 mil toneladas, para 270,87 milhões. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos negociada no Paraná caiu 0,36% para R$ 74,32.
 
Cobertura de posições O milho ganhou fôlego na bolsa de Chicago e fechou a sessão de ontem em alta. Segundo analistas, houve um movimento de cobertura de posições associado aos últimos números divulgados pelo USDA. Os contratos do grão com vencimento em março encerraram a quarta-feira em alta de 0,74% (3,25 centavos), a US$ 4,3925 por bushel. O USDA reduziu a previsão de estoques americanos e mundiais, porém aumentou a estimativa de produção global de milho em 0,15%, para 964,28 milhões de toneladas. Numa notícia altista, o USDA reportou a venda de 120 mil toneladas para "destinos desconhecidos" - o mercado avalia que o cliente deve ser a China. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o produto recuou 0,15% para R$ 26,32 a saca de 60 quilos.
 
Demanda firme Na esteira dos grãos, o trigo também fechou em alta ontem em Chicago. Avançou 0,31% (2 centavos de dólar), na posição março para US$ 6,4075 por bushel. Em Kansas, a alta foi de 0,07% para US$ 6,8475 por bushel. Relatório do Citigroup diz que "a demanda global e os preços de exportação [do cereal] estão firmes e vão dar suporte ao trigo americano". O USDA surpreendeu os analistas na terça-feira e aumentou a previsão de estoques mundiais e americanos do cereal. Também elevou a produção projetada para 2013/14. Nas últimas sessões, o trigo já vinha sentindo a pressão negativa da oferta, com países produtores revisando para cima as suas estimativas de produção. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o trigo do Paraná avançou 0,52% para R$ 767,31 por tonelada.