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Taxa de desemprego cai para 5,2% em outubro e atinge menor nível de 2013

Veículo: Folha de S.Paulo

Seção: Economia

Fonte: Pedro Soares

Cidade: Rio de Janeiro

 

Apesar do menor ritmo da economia e da freada do consumo, esses fatores não se traduziram ainda em demissões e a taxa de desemprego segue em níveis baixos. Em outubro, ela ficou em 5,2%, abaixo dos 5,4% de setembro, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira.
 
O resultado é o mais baixo para meses de outubro e o menor registrado neste ano -- em dezembro de 2012, a taxa havia ficado em 4,6%.
 
O emprego, porém, já não mostra o mesmo vigor de meses e anos anteriores e cresce numa intensidade mais moderada. De setembro para outubro, houve estabilidade em 23,3 milhões de pessoas ocupadas. Já em relação a outubro de 2012, também não ocorreu variação expressiva, segundo o IBGE.
 
O total de pessoas em situação de desemprego (a procura de um trabalho), da mesma forma, mostrou estabilidade em ambas as bases de comparação e ficou em 1,3 milhão de pessoas nas seis maiores regiões metropolitanas do país.
 
O mercado de trabalho já não mostra o mesmo vigor de antes diante de um cenário de juros mais altos, confiança de empresários combalida e menor disposição de consumidores em gastar.
 
O emprego só não está mais frágil porque ramos como comércio e serviços, que geram proporcionalmente muitos postos de trabalho, têm surpreendido nos últimos meses e crescido acima das expectativas.
 
De todo modo, com o fraco crescimento da economia previsto para 2013 (2,5%) e uma expansão do PIB num ritmo similar em 2014, as expectativas apontam para uma deterioração do mercado de trabalho ao longo do próximo ano.
 
Um dos indicadores que já sinalizam uma piora é a renda. De setembro para outubro, o rendimento, em estimado em R$ 1.917,30, caiu 0,1%. Já em relação a outubro de 2012, houve expansão de 1,8%.


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