Commodities Agrícolas - 21/11/2013

Veículo: Valor Economico

Seção: Agronegócios

 

Cobertura de posições Uma onda de cobertura de posições vendidas empurrou o café arábica de volta ao campo positivo ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com entrega em março fecharam em alta de 165 pontos, a US$ 1,1020 por libra-peso. Durante a sessão, as cotações chegaram a alcançar o maior patamar em três semanas e meia. Mas o movimento de ontem foi apenas uma trégua e, segundo analistas, a pressão baixista derivada de uma ampla oferta global deverá continuar a dar o tom. A Organização Internacional do Café (OIC) estima que a oferta global vai superar a demanda em 4 milhões de sacas nesta temporada 2013/14. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade seguiu entre R$ 250 e R$ 255 na terça-feira, segundo o Escritório Carvalhaes.
 
Reação em NY Depois de duas sessões consecutivas de quedas, os preços do suco de laranja subiram ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para março encerraram com valorização de 135 pontos, a US$ 1,3815 por libra-peso. A expectativa de queda na colheita de laranja na Flórida (que detém o segundo maior pomar de citros do mundo) e a aproximação do inverno nos EUA (que eleva o risco de geadas) voltaram ao centro das atenções e ofereceram suporte às cotações da commodity. Mas, como nos últimos dias, a fraca demanda no mercado americano continua a atuar como fator baixista. No mercado spot de São Paulo, a caixa 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu, em média, a R$ 8,24 na terça-feira, conforme informações do Cepea/Esalq. É o maior patamar dos últimos meses.
 
Estoques chineses Depois de também recuar dois dias seguidos, os preços do algodão, a exemplo das cotações do suco (ver ao lado) voltaram a subir na sessão de ontem na bolsa de Nova York, por conta da expectativa de uma safra menor na China, maior país consumidor da pluma no mundo. Os contratos com vencimento em março encerraram a sessão a 78,14 centavos de dólar por libra-peso, em alta de 58 pontos. Segundo agentes do mercado, a estatal chinesa responsável pelos estoques de algodão do país estimou que produção deste ano será 5,5% menor que o projetado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No oeste baiano, a arroba da pluma saiu, em média, a R$ 67,46, conforme a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 
De olho no Brasil Os contratos futuros da soja apresentaram oscilações pouco expressivas no pregão de ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em março voltaram a fechar a US$ 12,6425 por bushel, mesmo valor do fechamento de terça-feira. A melhora do clima para o desenvolvimento das lavouras de soja no Brasil, com a perspectiva de chuvas em importantes regiões onde a oleaginosa foi plantada recentemente, ainda pressiona o mercado, mas a boa demanda pelo grão colhido nos Estados Unidos tem servido como compensação. No Paraná, a saca de 60 quilos da soja foi negociada ontem, em média, por R$ 65,58, conforme informações do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.