Commodities Agrícolas - 01/11/2013

Veículo: Valor Econômico

Seção: Agronegócios

Pressão da oferta O café arábica seguiu ontem em queda livre na bolsa de Nova York, operando no menor patamar em mais de 4 anos e meio. Os contratos com vencimento em março encerraram com uma desvalorização de 140 pontos, a US$ 1,0855 por libra-peso. O início da colheita na Colômbia e nos países da América Central tem reforçado a pressão que já existia sobre o grão, tendo em vista que a produção no Brasil este ano foi expressiva. Do lado da demanda, as notícias também não são favoráveis aos preços. Agentes relatam que os exportadores contam com um volume razoável nos estoques e as indústrias também parecem estar abastecidas pelo menos até o fim do ano. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica recuou 0,15%, a R$ 242,03 a saca de 60 quilos.
 
Compras de barganha Um movimento de compras de barganha estimulado por recentes quedas de preços fizeram o suco de laranja avançar ontem na bolsa de Nova York. Os papéis para janeiro encerraram em alta de 330 pontos, a US$ 1,2240 por libra-peso. Para Jack Scoville, vice-presidente do Price Futures Group, a produção na Flórida (que detém o segundo maior pomar de citros do mundo) será menor este ano, por conta do greening, uma doença bacteriana, e das condições climáticas desfavoráveis no início do ano. "Mas o mercado não tem razão para subir, porque a demanda continua fraca e porque sistemas tropicais não atingiram a Flórida", disse. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos de laranja para a indústria subiu 0,13%, a R$ 7,84, segundo o Cepea/Esalq.
 
Movimento técnico Os preços do algodão na bolsa de Nova York reagiram bem aos dados de vendas externas americanas divulgados ontem pelo USDA, mas acabaram por ceder antes do fechamento. Os lotes com entrega em março fecharam ontem com perdas de 63 pontos, a 79,20 centavos de dólar por libra-peso. Segundo o USDA, nas três semanas encerradas em 24 de outubro, os americanos comercializaram 625,6 mil fardos, sendo 612,3 mil fardos com entrega em 2013/14 e 13,3 mil fardos em 2014/15. "Eu estava esperando boas vendas, e esses números certamente excederam minha expectativa", disse o analista da KCG Futures, em Atlanta. "As vendas estão muito boas". No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma voltou a recuar, com a libra-peso a R$ 2,0899, queda de 0,28%.
 
Clima favorável As especulações de que as recentes chuvas que caíram sobre o sul das Grandes Planícies, onde se concentra o plantio de trigo nos EUA, irão beneficiar as lavouras recém-semeadas do cereal, contribuíram ontem para manter os preços em baixa na bolsa de Chicago. Os contratos para março encerraram o pregão em queda de 7 centavos, a US$ 6,7950 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento recuou 6,50 centavos, a US$ 7,4225 o bushel. Ontem, o USDA informou que a comercialização do trigo americano entre 4 e 24 de outubro totalizou 1,31 milhão de toneladas, perto do limite inferior das estimativas dos analistas, o que colaborou para manter a pressão sobre os preços. No mercado do Paraná, a saca de 60 quilos do cereal foi negociada ontem em queda de 0,55%, a R$ 48,39, segundo o Deral/Seab.