Categoria aceita reajuste salarial de 7,5%

Veículo: Jornal de Santa Catarina

Seção: Economia

 

Aumento beneficiará 30 mil trabalhadores em três cidades

 

Os trabalhadores têxteis aceitaram a proposta de reajuste salarial mediada pelo Ministério do Trabalho (MT) de 7,5%. O acordo ocorreu sábado, em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis Blumenau, Indaial e Gaspar (Sintrafite). O aumento vai beneficiar cerca de 30 mil trabalhadores da categoria nos três municípios. A proposta do sindicato era de fechar o aumento em 8%, mas diante do prazo para o término da campanha salarial optou-se por aceitar o valor do MT.
 
– Fizemos um trabalho intenso nas fábricas, com distribuição de informativos e até operação tartaruga. O reajuste não era o que tínhamos em pretensão, mas diante do prazo para fechar o acordo tínhamos que tomar um encaminhamento – explica Vivian Bertoldi, presidente do Sintrafite.
 
A convenção prevê salário inicial de R$ 900, e após três meses, de R$ 980. Outra questão aprovada foram as alterações nos valores de auxílio creche, sendo R$ 120 para despesas sem comprovação e R$ 170 com comprovação de creche para filhos de até cinco anos. O acordo ocorreu após cinco rodadas de negociação, sendo três mediadas pelo MT. O aumento será pago retroativo a setembro.
 
Através da assessoria de comunicação, o Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau (Sintex) informou que só irá se pronunciar sobre o assunto após encontro com o Sintrafite, que deve ser agendado hoje.
 
Trabalhadores de TI recusam proposta
 
Os trabalhadores associados ao Sindicato dos Empregados em Empresas de Processamento de Dados de SC (SINDPDSC) recusaram proposta do sindicato patronal para a convenção coletiva. A categoria continuará em estado de greve e levará pedido de mediação ao Ministério Público do Trabalho.

 

Segundo o diretor financeiro do SINDPDSC, Ronaldo Gariglio, a categoria pede 9% de reajuste salarial – com a inflação do período –, fim do banco de horas, aumento do vale-alimentação para R$ 16 e redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. A proposta patronal é de aumento real de 1% e vale-alimentação de R$ 11,75.