Commodities Agrícolas - 23/10/2013

Veículo: Valor Econômico

Seção: Agronegócios

 

Sexta queda seguida O café arábica registrou ontem o sexto pregão seguido de quedas na bolsa de Nova York, e permaneceu no menor patamar em mais de quatro anos e meio. A pressão sobre as cotações vem da ampla oferta mundial do grão. Os contratos com vencimento em março fecharam em queda de 70 pontos, a US$ 1,1195 por libra-peso. A expectativa de boas colheitas no Brasil e na Colômbia, dois dos principais produtores mundiais da espécie arábica, promete continuar a atuar do lado "baixista" dos fundamentos, ao mesmo tempo em que a demanda segue a preocupar Desde o início de 2013, as cotações do café já recuaram cerca de 22% em Nova York. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade saiu entre R$ 270 e R$ 275, conforme o Escritório Carvalhaes, de Santos.
 
Mais um dia de alta O cacau voltou a subir ontem na bolsa de Nova York, em meio às contínuas preocupações com a demanda firme e a oferta apertada. Os contratos com vencimento em março encerraram a sessão a US$ 2.766 por tonelada, em baixa de US$ 38. O processamento da amêndoa na América do Norte avançou 8,3% no terceiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo intervalo de 2012. A moagem na Ásia cresceu 12,1% no período, e na Europa, 4,7%. Além disso, a Organização Internacional do Cacau (ICCO) estima que a demanda global vai ultrapassar a oferta em 70 mil toneladas no ciclo 2013/14, que começou em 1º de outubro. Nas praças de Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a arroba do cacau saiu, em média, por R$ 90, conforme a Central Nacional de Produtores de Cacau.
 
Recorde na Índia Os preços do algodão recuaram pelo terceiro pregão seguido ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com entrega em março fecharam a 83,72 centavos de dólar por libra-peso, em baixa de 53 pontos. Previsões indicam que a safra de algodão na Índia, que é o segundo maior produtor mundial da fibra, pode atingir um volume recorde na atual temporada 2013/14 em função das boas chuvas de monções que caíram no país. Em contrapartida, a colheita nos EUA (maior exportador global da commodity) continua atrasada, conforme o Departamento de Agricultura americano (USDA). Nas principais praças de Mato Grosso, a arroba da pluma vem sendo negociada entre R$ 66 e R$ 67, conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
 
No vermelho O milho devolveu os ganhos de segunda-feira e fechou em baixa ontem na bolsa de Chicago, pressionado pelo avanço da colheita nos Estados Unidos. Os lotes com entrega em março fecharam a US$ 4,51 por bushel, queda de 5,75 centavos de dólar. Ontem, o Departamento de Agricultura americano (USDA) informou que os trabalhos de retirada do cereal do campo no país também estavam finalizados em 39% da área total até 20 de outubro, ante 12% no fim do mês passado. A previsão de tempo favorável no Meio-Oeste dos EUA no fim da semana deve contribuir para o progresso da colheita. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, em média, por R$ 17,40, conforme o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.