Commodities Agrícolas - 13/09/2013

Veículo: Valor Economico

Seção: Agronegócios

 

Chuvas a caminho A melhora das previsões climáticas para as principais regiões produtoras de café do Brasil puxou para baixo os preços do grão ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam com uma desvalorização de 20 pontos, a US$ 1,2060 por libra-peso. No pregão de quarta-feira, o café subiu 3,55%, a maior alta em mais de 8 meses, em meio às tensões com o clima seco no Brasil, que é o maior fornecedor mundial da commodity. Mas, de acordo com a Somar Meteorologia, as chuvas devem voltar a atingir os cafezais brasileiros na segunda metade de setembro. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do grão de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 285,00 e a máxima de R$ 290,00, de acordo com o Escritório Carvalhaes.
 
Novos ganhos O cacau voltou a avançar ontem em Nova York, em meio às contínuas preocupações com o tempo seco no oeste da África, onde estão os maiores fornecedores mundiais da amêndoa. Os papéis com entrega em dezembro encerraram com ganhos de US$ 20, a US$ 2.591 por tonelada. A tensão é crescente com a oferta porque a demanda tem dado sinais de recuperação. Além disso, importantes produtores, caso de Costa do Marfim e Gana, já venderam boa parte da safra de forma antecipada, o que torna ainda mais apertada a disponibilidade da commodity neste segundo semestre. A colheita da principal safra de cacau africana começa em outubro. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o valor médio da arroba ficou em R$ 88,00, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
 
Maturação atrasada As cotações do suco de laranja alcançaram o maior valor em cinco semanas na bolsa de Nova York, depois de o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ter indicado que a maturação das lavouras da fruta no país está abaixo do ritmo do ano passado. Assim, os contratos com vencimento em janeiro encerraram em forte alta de 360 pontos na sessão passada, a US$ 139,40 por libra-peso. Contudo, o órgão americano manteve a projeção de colheita de 133,4 milhões de caixas de laranja na Flórida. A previsão para todo o país também ficou inalterada, em 192,7 milhões de toneladas. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu estável, a R$ 7,14, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.
 
Otimismo com a China O algodão subiu ontem em Nova York, apesar do relatório baixista divulgado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Os lotes com vencimento em dezembro fecharam em alta de 40 pontos, a 84,75 centavos de dólar por libra-peso. O USDA elevou a previsão para a safra mundial em mais de um milhão de fardos, a 117,42 milhões de fardos. No entanto, reduziu a estimativa para os embarques americanos, agora projetados em 10,4 milhões de fardos na safra 2013/14, 2% abaixo do apontado em agosto. Analistas creem que o otimismo com dados econômicos da China (maior consumidor global de algodão) ajudou a anular os efeitos negativos dessas previsões. No oeste da Bahia, a arroba ficou em R$ 68,78, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).