Fortalecimento do Mercosul deve ser a prioridade

Veículo: Monitor Mercantil

Seção: Internacional

 

Em relatório divulgado nesta terça-feira, a Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) defende que a região acelere a integração de seus mercados. E destaca quatro negociações regionais em andamento no mundo: Acordo Transpacífico de Associação (TPP); Acordo Transatlântico de Comércio e Investimento entre União Européia e Estados Unidos; Associação Econômica Integral Regional na Asean e o Tratado de Livre-Comércio (TLC) da China-Japão-República da Coréia do Sul e UE-Japão.
 
Para a Cepal, países como Brasil e México deveriam priorizar os Brics e o Mercosul agilizar acordo com a UE. O economista Gustavo Santos, da Associação Desenvolvimentista Brasileira (ADB), porém, sublinha que o fortalecimento do Mercosul deve preceder qualquer negociação: “Com o Mercosul forte, melhoram as condições de negociação. No caso do Brasil, esse bloco é o principal destino para as exportações de manufaturados, que vêm perdendo participação na pauta para as commodities.”
 
Citando números da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex), Santos destaca que, entre 2005 e 2010, as vendas de manufaturados para o Mercosul cresceram 90,3%, ou 68,7% do aumento das exportações do setor no período.