Commodities Agrícolas - 10/09/2013

Veículo: Valor Econômico

Seção: Agronegócios

 

Impulso cambial O preço do açúcar demerara avançou para o maior patamar em mais de três semanas na bolsa de Nova York ontem impulsionado pela desvalorização do dólar em relação ao real. Os contratos com vencimento em março, mais negociados, encerraram em alta de 19 pontos, cotados a 17,49 centavos de dólar por libra-peso. A recuperação da moeda brasileira é vista com um fator altista para a commodity, uma vez que o câmbio forte desestimula as exportações de açúcar do Brasil, maior produtor mundial. Ainda assim, a abundante oferta mundial aguardada para a temporada 2013/14 continua como fator de pressão sobre os preços. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal ficou em R$ 44,68, com elevação de 0,38%.
 
Fator China O algodão atingiu ontem a maior cotação em uma semana na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em dezembro, mais negociados, fecharam com valorização de 29 pontos, cotados a 83,50 centavos de dólar por libra-peso. Durante o dia, a commodity alcançou a marca de 84,33 centavos de dólar, maior patamar desde o dia 30 para o contrato mais líquido. Segundo analistas ouvidos pela agência de notícias Bloomberg, o mercado reagiu positivamente à informação de que a China, maior importador mundial da commodity, decidiu ampliar as importações para seus estoques reguladores após a recente queda dos preços. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o preço à vista da pluma recuou 0,48%, para R$ 2,1133 por libra-peso.
 
Compras de barganha O suco de laranja congelado e concentrado (FCOJ, na sigla em inglês) subiu mais de 3% ontem na bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em novembro fechou a US$ 1,3740 por libra-peso, em alta de 425 pontos. Em meio à falta de novidades em relação aos fundamentos, o mercado foi sustentado por 'compras de barganha' por parte de especuladores depois que o preço caiu a US$ 1,3180 por libra-peso. O movimento foi exacerbado pelo baixo volume de negócios. Conforme analistas, o fato de a Flórida (segundo maior produtor mundial de cítricos) ainda estar na temporada de furacões também colaborou com a alta, embora os pomares não estejam sob ameaça iminente. Em São Paulo, o preço médio da laranja pêra no mercado spot subiu 0,34% ontem, a R$ 8,85 por caixa, segundo o Cepea/Esalq.
 
Realização de lucros As cotações da soja cederam ontem no mercado futuro de Chicago. Os contratos com vencimento em novembro fecharam em baixa de 11,25 centavos, a US$ 13,5650 por bushel. O mercado devolveu parte dos ganhos acumulados na semana passada. Especuladores que haviam apostado na alta da commodity decidiram embolsar lucros e minimizar a exposição ao risco antes de quinta-feira, quando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulga sua nova estimativa para a produção doméstica e mundial do grão. Chuvas esparsas no Meio-Oeste americano também pesaram sobre as cotações, uma vez que indicam um alívio para as lavouras sob estresse de um clima predominantemente quente e seco. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o preço da soja em Paranaguá subiu 1,39%, a R$ 74,32 por saca.