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Presidente do Sintex participa de reunião sobre reforma política

O presidente do Sintex, Ulrich Kuhn, participou de uma reunião com o promotor de Justiça Eleitoral Odair Tramontin, para falar sobre as diferentes particularidades da reforma política. O encontro foi promovido pela Acib – Associação Empreasarial de Blumenau, nesta segunda-feira (19).

De acordo com Tramontin, o sistema proporcional, que é utilizado hoje no Brasil, traz algumas desvantagens. A principal delas é que nem sempre elegemos quem escolhemos nas urnas. “Na eleição proporcional vale mais a votação do partido do que a votação do candidato. A população no geral não entende como funciona. Votando no candidato, o cidadão está votando no partido e não sabe que a eleição do seu candidato é mera consequência dos votos do partido. Com as coligação partidárias, vota-se num candidato de um partido e acaba-se elegendo o candidato de outro partido. Surge o problemas dos puxadores de votos”, apontou.

Já o sistema distrital puro, segundo Tramontin, teria diversas vantagens: “A escolha é mais fácil e compreendida pelo eleitor; o candidato fica vinculado à região que o elegeu; a fiscalização da população é mais eficaz (na última eleição, um mês depois 22% não sabiam em quem votou); o trabalho do deputado seria mais específico para a região dele; eliminaria possíveis radicais, pois estes raramente tem maioria; a campanha fica mais barata”, enumerou o promotor. Neste sistema, divide-se o País, Estado ou Município em várias regiões (distritos), tantas quantas forem os números de cadeiras disponíveis. No âmbito federal o Brasil seria dividido em 513, no Estadual seria dividido por 40 e no Município por 15. A divisão é feita proporcionalmente ao número de eleitores. Nesses distritos os partidos lançariam apenas um candidato para tentar a vaga, nos moldes do sistema majoritário, sendo o candidato mais votado eleito. É o que acontece nas eleições para senador.

O promotor também citou iniciativa da OAB, em conjunto com o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que lançou a ideia de se promover a eleição parlamentar em dois turnos. No primeiro são escolhidos os partidos e definem-se quantas vagas cada partido tem; no segundo turno são lançados dois candidatos para cada vaga.

 



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