Apenas nove ramos estão com tendência de melhora, diz Iedi

Veículo: O Estado de S. Paulo
Seção: Economia

Levantamento do instituto também apontou que dez setores industriais estão com tendência negativa.

O resultado da indústria até setembro mostra que apenas nove ramos estão com tendência de melhora. O levantamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) analisou 25 ramos. Os dados de agosto apontavam para dez setores com crescimento.

Entre os setores com tendência de melhora, segundo o instituto, estão vestuário e acessórios, celulose e papel, e o ramo de veículos automotores (leia mais ao lado). O levantamento do Iedi já indicou um cenário pior para a indústria. Até junho, apenas quatro setores apontavam para uma tendência de melhora. Em julho, porém, chegou a 11.

A quantidade de setores com tendência negativa cresceu de sete para dez entre agosto e setembro. Estão nesse grupo a indústria extrativa, alimentos, bebidas e máquinas e equipamentos. Segundo o levantamento da instituição, o número de ramos classificados como ruins só foi superior ao resultado de junho, quando eram 11.

Há também seis segmentos classificados como oscilantes - eram sete até agosto.

Pulga atrás da orelha. Na avaliação de Rogério César de Souza, economista do Iedi, a queda acentuada da indústria em setembro não era esperada. "Os dados mostravam que a indústria estava numa trajetória, senão para apresentar crescimento muito robusto, mas de uma retomada", afirma Souza. "O resultado de setembro deixa a gente com a pulga atrás da orelha", diz.

De acordo com o economista, o resultado da indústria é mais decepcionante para o que aponta em relação ao futuro ao setor. "De 25 ramos, 16 caíram, entre eles segmentos importantes."

A expectativa para os próximos meses, diz ele, é que o setor industrial deve seguir oscilando, mas com uma tendência levemente crescente. "A comparação mês contra mês com ajuste sazonal está dizendo que a indústria está numa trajetória levemente oscilante, mas positiva", afirma Souza. "A indústria, porém, não decola."