CNI reafirma compromisso de divulgar esforço da indústria na preservação do meio ambiente

Veículo: Site Portogente.

A diretora de Relações Institucionais da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Mônica Messenberg, reforçou, nesta semana, em evento realizado no Rio de Janeiro, os compromissos assumidos pelo setor produtivo na Conferência Rio+20, como discutir parâmetros para a sustentabilidade e publicar periodicamente os resultados das ações da indústria na preservação ambiental.

Segundo ela, a inovação é a base para tornar viável o desenvolvimento sustentável. “A Rio+20 tornou mais claro que sustentabilidade e competitividade andam juntas e que tecnologia e inovação são os principais direcionadores de transformação nesse sentido. O empresário moderno sabe que o futuro do seu negócio depende da sustentabilidade e da necessidade de investimento para obter esse resultado”, ressaltou Messenberg.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, rebateu, no seminário, críticas aos resultados da Rio+20 Na sua visão, a Conferência realizada na capital carioca há duas semanas trouxe avanços ao estabelecer uma agenda internacional até 2050. “Podemos, sim, avaliar que foi um sucesso, pois abrimos uma perspectiva de trabalho. O resultado político é relevante, embora não expresse na comunidade a urgência esperada”, defendeu.

Entre os resultados da Rio+20 apontados como positivos por Izabella Teixeira destacam-se a iniciativa em definir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a criação de um Fórum de Alto Nível para debater o tema, a convocação para um novo acordo de clima em 2015 e os compromissos assumidos voluntariamente pelo setor privado. “Não houve nenhum retrocesso. Conseguimos evitar uma revisão do legado de 1992. Foi a maior conferência, com maior participação e diversidade de atores. O tema deixou de estar restrito aos ambientalistas”, sublinhou a ministra do Meio Ambiente.

Alertou, contudo, para a necessidade das discussões se tornarem mais pragmáticas. Para Izabella Teixeira, as políticas voltadas para a sustentabilidade precisam considerar as necessidades econômicas e sociais, bem como seu impacto em cada uma dessas áreas. “Temos de ter uma discussão mais pé no chão sobre que o vamos onerar e desonerar, e onde vamos gerar empregos. Precisamos aprender a discutir custos e logística, além das licenças ambientais”, disse.