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Forte demanda chinesa eleva preços do algodão

Veículo: O Estado de S. Paulo
Seção: Economia
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Um grande volume de vendas de algodão dos Estados Unidos para a China impulsionou as cotações da commodity ontem em Nova York. Os contratos com vencimento em julho atingiram o limite de variação permitido pela bolsa, de 3,0 cents (4,0%) e fecharam a 78,09 centavos de dólar por libra-peso. A China comprou quase 95% das 173 mil toneladas vendidas pelos americanos na semana encerrada em 7 de junho.

A quantidade vendida pelos Estados Unidos na semana foi o segundo maior da temporada 2011/12, o que surpreendeu o mercado. Analistas vinham dizendo que a China, maior produtor e consumidor mundial de algodão, já estava suficientemente abastecida com a matéria-prima. Entretanto, os chineses voltaram a importar para aproveitar a queda dos preços nos últimos meses - apenas em 2012, recuaram 14%. As companhias que estocam commodities foram as principais responsáveis pelas compras da fibra, num momento em que a demanda da indústria local está fraca, especialmente no contexto da crise europeia. Por isso, no início da semana os Estados Unidos disseram que a oferta global de algodão deve ser recorde no fim da temporada, totalizando 16,22 milhões de toneladas. A China teria 42% dessa oferta total, somando as importações e a própria produção.

Em Chicago, os preços do milho voltaram a subir (1,52%), puxados pela restrição da oferta no mercado físico. Embora a expectativa seja de uma safra recorde nos Estados Unidos, enquanto ela não chega a percepção é de que há pouco grão para consumo no curto prazo.

 



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