Têxteis pagam caro

Veículo: Jornal de Santa Catarina
Seção: Mercado Aberto
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Houve um equívoco, por parte da indústria têxtil, na maneira como ela cobrou do governo federal medidas que defendam o produto nacional da ofensiva estrangeira, ou melhor, asiática. A estratégia e a superexposição como setor que passa por maus bocados devido ao aumento das importações tiveram duas consequências: a negativa do governo e a má imagem proliferada pela mídia, que repercute junto a fornecedores, bancos, consumidores e outros setores.

Segundo o diretor do Iemi, Marcelo Prado, a reivindicação é legítima, mas a imagem negativa custa caro para o setor. O fato é que a indústria têxtil nacional cresceu ininterruptamente de 2003 a 2010, quando chegou a índices históricos. A queda em 2011 ainda é pequena e não sustenta os pedidos de proteção. Cenário mais confiável deve se formar apenas em cinco anos.