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Para dar a volta por cima

Veículo: Diário Catarinense
Seção: Informe Econômico - Estela Benetti
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  • Para dar a volta por cima

    Com algodão três vezes mais caro, dólar baixo e invasão de produtos asiáticos, empresas têxteis de cama, mesa e banho do Brasil enfrentaram redução de vendas no ano passado. Em média, o segmento recuou 14,8% frente ao ano anterior. Para dar a volta por cima, este ano, a Lepper, de Joinville, diversificou a produção, com mais novidades para o público infantil, como saquinhos de dormir, kit soninho, confecções bordadas, almofadas e roupões de licenciados. Outras novidades são kit cozinha com avental e lençóis com 200 fios. Uma das linhas, com florais para o lar (foto) foca mulheres jovens e românticas. Segundo a vice-presidente da companhia, Gabriela Loyola, a meta de crescimento para este ano é de 30% frente a 2011 com projeção de faturamento é de R$ 170 milhões.

  • PIB baixo e lições do setor têxtil

    O crescimento de 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, no ano passado, com expansão de apenas 1,6% da indústria e taxa de investimento de 19,3%, inferior ao desejável, não surpreendeu lideranças do setor têxtil que participaram do primeiro dia da Texfair Home, ontem, na Vila Germânica, em Blumenau. O empresário Ulrich Kuhn, presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis e do Vestuário (Sintex), que organiza a mostra, espera que essa expansão econômica mais baixa induza o governo a tomar as medidas necessárias para reduzir o custo Brasil. Ele vê como decisão positiva, hoje, a redução da taxa básica de juros Selic.

    – Notícia ruim tem que gerar ações para retomada do crescimento. Espero que essa retomada não seja um processo de protecionismo exagerado, mas que inclua medidas para encarar os problemas da nossa competitividade de forma mais objetiva – afirma Kuhn.

    Segundo ele, não há sinalização, ainda, de que o governo vai fazer as reformas necessárias embora a presidente Dilma reconheça a sua importância. Ele cita o plano Brasil Maior, que foi lançado como a grande esperança de desoneração dos custos trabalhistas, mas não teve o efeito necessário. Algumas empresas tiveram redução de 1,5%, para outras o efeito foi nulo e outras tiveram aumento de carga. Kuhn alerta que é difícil competir com a China que tem vantagens mais de 50% superiores do que o Brasil, considerando câmbio e outros custos.

  • Crescimento de 5%

    A cadeia têxtil catarinense, que inclui cama, mesa e banho, confecções, outros itens e fornecedores, envolve cerca de 290 mil pessoas no Estado. A expectativa é de que o setor vai crescer, este ano, de 4% a 5%, estima o presidente do Sintex, Ulrich Kuhn. A queda de 14,8% do setor de itens para o lar, ano passado, foi em função da desorganização do mercado pelo aumento do preço do algodão, queda de exportações e restrições da Argentina. Já o setor de vestuário teve crescimento de 6%. Para marcar a abertura da Texfair, Kuhn (C ), e o diretor executivo do Sintex, Renato Valin (D), promoveram um coquetel para autoridades, entre as quais o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte (E).

  • Atlântica sustentável

    A Atlântica, marca de cama e banho de Brusque, ao invés de participar da Texfair, decidiu usar o período da feira para apresentar seu novo showroom permanente aos clientes. O novo espaço fica numa casa típica alemã de Brusque, feita em 1890. A nova coleção, inspirada em tendências europeias, foi fotografada em cascata no município de Botuverá (foto), na região do Vale, e também foi exposta na Heimtextil, em Frankfurt, Alemanha.

  • Buettner

    Para se ter ideia do impacto do câmbio e da China nas exportações de têxteis catarinenses vale considerar o caso da Buettner, fabricante de itens de cama, mesa e banho de Brusque. Em 2004, exportava 50% da produção para 40 países. Agora, vende 10% da produção para 15 países, especialmente nos EUA e América Latina, informa o gerente de exportações da companhia, Cuniberto Effting.

  • Ausência

    Uma empresa que, na edição anterior da Texfair, disse que não participaria das próximas mostras e cumpriu a promessa foi a Döhler, de Joinville. O motivo apontado pela companhia é a dificuldade de logística para trazer clientes de todo o Brasil até Blumenau.

  • A propósito

    A participação catarinense nas exportações de produtos têxteis e de confecções sobre o total vendido pelo Brasil tem caído gradativamente. Em 2001, representava 22% do total brasileiro. No ano passado, ficou em 6%, informou a Fiesc.

  • Texfair Fashion

    O próximo grande evento promovido pelo Sintex será a Texfair Fashion, a versão do evento atual para moda em confecções, de 18 a 20 de abril. O foco será para empresas catarinenses, mas expositores de outros estados podem participar.

    – Queremos criar o conceito de moda e precisamos de vitrine – afirma Ulrich Kuhn.

  • Otto com a Posthaus

    A Otto Internacional do Brasil comprou a operação de e-commerce da Posthaus, de Blumenau, que vende produtos de moda pela internet. A empresa catarinense continua com sua operação na área de catálogos, segmento que lidera no Brasil. A multinacional é a maior empresa mundial do setor.

  • Licenciados para futebol

    Os produtos têxteis com as marcas dos times colaboram para melhorar as receitas dos clubes e fidelizar torcedores, especialmente os mirins. Por isso, representantes da Futmarcas SC, empresa de licenciamento de produtos, aproveitaram a Texfair Home, em Blumenau, para fazer contatos com fornecedores e buscar novas alternativas.

    A coordenadora da Futmarcas, Otília Pagani, o assessor de imprensa Paulo Scarduelli e o gerente de Comunicação, Márcio Volkmann estiveram na mostra. Uma das oportunidades identificadas foi a criação de perfumes para clubes. Atualmente, o Avaí lidera o número de licenciados em SC, com 1,2 mil produtos.

  • Exportadora

    A indústria têxtil e de confecções de Santa Catarina ainda é fortemente exportadora. Segundo a Fiesc, vendeu ao exterior, ano passado, US$ 176 milhões, 5,9% do total exportado pelo país. O Estado é o maior exportador do Brasil de roupas de toucador e cozinha, de tecidos atoalhados de algodão, fitas de fibras sintéticas ou artificiais, tecido e feltro e camisetas t-shirts de malha.

  • MÍNIS

    - A Texfair garante lotação máxima para a rede hoteleira regional. Além de Blumenau, também hospedam visitantes Pomerode, Indaial, Timbó, Balneário Camboriú e Itajaí. A região do Vale do Itajaí se destaca não só pela beleza, mas, também, pelo calor no verão. A temperatura superior a 30 graus está prejudicanto até as vendas do comércio em Blumenau. Com o calor, as pessoas preferem não sair de casa.

    - O novo viaduto Honorato Tomelin, no acesso Norte de Blumenau, pela BR-470, inaugurado há poucos dias, facilitou muito o acesso a Blumenau. Mas, na cidade, com muitos veículos e obras viárias, o trânsito também é engarrafado.



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