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FMI: bancos chineses em risco

Veículo: O Globo
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PEQUIM. Os maiores bancos comerciais da China enfrentam riscos sistêmicos caso ocorra uma combinação de choques de crédito, câmbio e curva de juros, alertou o Fundo Monetário Internacional (FMI) em relatório divulgado ontem. O estudo não prevê uma catástrofe iminente, mas recomenda que o governo chinês aja rapidamente, porque o país está vulnerável a choques desestabilizadores nos preços dos ativos.

Para evitar os perigos, o governo chinês deveria liberar os mercados financeiros para dar aos investidores, a bancos comerciais e ao banco central maior autonomia. “A configuração existente de políticas financeiras promove poupança elevada, níveis estruturalmente elevados de liquidez, e um alto risco de má alocação de capital e bolhas de ativos, particularmente no setor imobiliário”, diz o relatório.

Segundo o FMI, o estudo executou um teste de estresse em 17 bancos (83% do sistema bancário da China), que mostrou que o quociente de empréstimos ruins das instituições aumenta em pelo menos um ponto percentual para cada queda de um ponto no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos em um país).

No entanto, o governo chinês não parece estar disposto a acatar os conselhos do FMI. “O relatório contém vários pontos de vista que não são suficientemente abrangentes e objetivos”, disse o banco central chinês em comunicado.

 



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