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Deficit do setor têxtil crescerá 43% em 2011

Veículo: Folha da São Paulo
Seção: Mercado Aberto
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O setor têxtil e de confecção do Brasil deve fechar o ano com o valor das importações superando em US$ 5 bilhões o das exportações. Esse resultado --o chamado deficit comercial-- é 43% maior que o registrado em 2010.

A estimativa é da Abit (associação do segmento) e considera fios, filamentos, tecidos e peças de vestuário.

O deficit para 2011 também é mais que o dobro do verificado em 2009, de US$ 2,25 bilhões, embora o ritmo de aumento neste ano seja menor que o de 2010 em relação ao ano anterior (de 55%).

Para a Abit, não somente o dólar mais baixo que no passado, que favorece as importações, é a causa desse "quadro grave" para o setor. Os juros elevados, os impostos altos e o custo da energia elétrica também pesam sobre os produtos nacionais.

"É impensável que, com o nosso potencial hidrelétrico, tenhamos uma das tarifas de energia elétrica mais caras do mundo", diz Aguinaldo Diniz Filho, presidente da Abit.

Ainda de acordo com a Abit, o valor das importações vindas da China --principal origem de produtos têxteis e de confecções para o Brasil-- subiu 31% de janeiro a setembro de 2011 em relação ao mesmo período de 2010 (dado mais recente disponível), chegando a US$ 2,1 bilhões.

A soma vendida pela Índia, segundo principal país exportador para o Brasil, não chega a 20% desse total: US$ 419 milhões. A Abit calcula ainda que a importação somente de vestuário será de US$ 1,6 bilhão no fechamento de 2011, valor 45% maior que o de 2010.

  Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress  


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