Fiesp discute desafios das pequenas indústrias

Veículo: DCI
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Redução dos juros, desvalorização cambial e inovação são apontadas como respostas necessárias ao processo de desindustrialização que afeta micro e pequenas indústrias brasileiras. A crise no setor esteve no centro do debate no 6º Congresso da Micro e Pequena Indústria, realizado nesta terça-feira (18), pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

À véspera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) quanto ao novo valor da Selic, o evento foi marcado pela reivindicação de redução dos juros. Segundo Paulo Skaf, presidente da Fiesp, o juro alto atrai capital especulativo, valorizando o real e tirando o poder de competição do produto brasileiro. "O setor manufatureiro leva mais tempo para produzir, portanto, quando se tem juros altos, ele é mais afetado do que as commodities", afirma.

O diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Fiesp, Milton Bogus, pondera que a recente alta na cotação do dólar ajuda a equilibrar a balança, aumentado o custo dos produtos estrangeiros. "Mas [a importação] ainda afeta muito, existem diversas empresas que estão produzindo a metade em função dela", relata. A perspectiva, segundo o diretor do Dempi, é que as micro e pequenas indústrias fechem o ano com queda nos seus índices de desempenho comparado a 2010.

O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae), identificou nos últimos três meses queda no faturamento das indústrias de pequeno porte. Segundo o superintendente da entidade, Bruno Caetano, além da macroeconomia, há medidas que as empresas podem tomar para aumentar a competitividade. "É preciso melhorar os processos de gestão e a inovação."