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Bolsas dos Brics fecham acordo inédito

Veículo: O Globo
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As bolsas de valores dos países do Brics — grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — anunciaram ontem uma aliança. O projeto permitirá que os investidores de cada um desses mercados passem a investir em ativos uns dos outros a partir das bolsas locais. A integração se dará por meio de listagens cruzadas de derivativos (contratos de futuro e opção) de índices.

Integram a aliança a BM&FBovespa;, a Micex (Rússia), a National Stock Exchange of India, a Hong Kong Exchange, representando a China, e a Johannesburg Stock Exchange (África do Sul). A BSE Ltd. (ex-Bombay Stock Exchange), também da Índia, deverá aderir ao acordo. Juntas, essas bolsas movimentam diariamente, em média, US$422 bilhões em negócio com ações de 9.481 companhias abertas.

— Essa aliança é a materialização da internacionalização das bolsas dos países dos Brics, que assim se tornam uma nova classe de ativos internacionais — disse o presidente da BM&F; Bovespa, Edemir Pinto, na 51ª reunião da World Federation of Exchanges, em Johanesburgo.

Segundo a BM&F; Bovespa, o acordo tem amplitude inédita por envolver a negociação dos principais índices de tantas bolsas. Em sua primeira fase, a aliança contemplará apenas os principais índices de ações, oferecidos aos investidores em contratos futuros e de opções. O processo de listagem cruzada vai levar algum tempo ainda. Serão necessárias autorizações dos órgão reguladores, como CVM e Banco Central, no Brasil. A expectativa é que em meados do primeiro semestre de 2012 os derivativos de índices das bolsas do bloco sejam lançados aqui.

Não será criada uma empresa para gerenciar o projeto, que será administrado segundo acordos bilaterais. Numa segunda fase, a aliança pretende oferecer novos produtos, como um índice que combine os índices das bolsas.



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