Inflação continua alta, admite BC chinês

Veículo: DCI
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Xangai - O banco central da China reiterou hoje que a estabilidade dos preços continua sendo sua prioridade, sinalizando que, em meio às crescentes incertezas globais, Pequim deve deixar sua política monetária em compasso de espera. "Há algum controle sobre as causas dos aumentos de preços, mas eles não foram eliminados", disse o Banco do Povo da China (PBOC, na sigla em inglês) em um comunicado. "A inflação permanece alta e a estabilidade dos preços continua sendo a principal política de controle macro."

Dados divulgados pelo PBOC ontem mostraram que o crescimento da oferta monetária do país desacelerou mais no mês passado, o que, segundo o banco central, está em linha com sua política monetária "prudente". O banco acrescentou que as condições de liquidez continuam compatíveis com crescimento econômico rápido e estável.

O M2, medida mais ampla da oferta monetária, cresceu 13,5% no fim de agosto na comparação com um antes, abaixo do aumento de 14,7% verificado no fim de julho em relação a um ano antes e também abaixo da expectativa dos economistas, que era de uma expansão de 14,5%. O PBOC informou ainda que está estudando a adição de uma nova medida de oferta monetária, o M2-plus, mas não deu mais detalhes.

Na semana passada a China já havia anunciado que o seu superávit comercial encolheu acentuadamente para US$ 17,8 bilhões em agosto, ante US$ 31,5 bilhões em julho, ficando distante da mediana de US$ 23,4 bilhões projetada por economistas.

As exportações subiram 24,5% em agosto deste ano ante o mesmo período do ano anterior, segundo dados da Administração Geral Alfandegária do país, divulgados no sábado.