Obama: Economia mundial continuará fraca enquanto crise do euro persistir

Veículo: Correio Braziliense Online
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WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou nesta segunda-feira (12/9) em Washington que a economia mundial continuará fraca enquanto a crise da Zona Euro não for resolvida, em meio às preocupações dos mercados quanto à dívida de Grécia, Espanha e Itália.

Em coletiva de imprensa com jornalistas, Obama disse que os Estados Unidos estão trabalhando com os Estados europeus para ajudar a desenhar pacotes para as economias mais vulneráveis. "Nós continuaremos vendo fraqueza na economia mundial, acredito, até que essa questão seja resolvida", disse Obama. "Será um tema importante para o encontro do G20 em novembro", declarou, citando a reunião que ocorrerá na França.

Obama disse que Washington está "profundamente comprometido" com as nações europeias em resolver a crise da Zona Euro, mas que os maiores países europeus precisam se unir para decidir como resolvê-la. "A Grécia é obviamente o problema mais imediato. E eles estão dando alguns passos para desacelerar a crise, mas não para resolvê-la", disse Obama.

"O maior problema é o que acontecerá na Espanha e na Itália caso os mercados continuem apostando contra esses grandes países", completou.

As bolsas europeias fecharam com amplas perdas em mais uma segunda-feira negra provocada por temores crescentes sobre um possível 'default' da Grécia, que agravaria ainda mais a crise da Zona Euro, e os eventuais efeitos nos bancos mais expostos.

Nos Estados Unidos, depois de se manter no vermelho quase o dia inteiro, o Dow Jones e o Nasdaq recuperaram terreno antes do fechamento e terminaram no positivo. As bolsas da América Latina fecharam em geral com leves baixas.

A possibilidade de uma moratória grega, inconcebível há alguns meses, mas que alguns líderes alemães já não descartam, somaram-se a novas preocupações sobre o crescimento mundial, depois que a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) previu nesta segunda-feira uma "desaceleração generalizada" nas maiores economias mundiais.