G7 indica ação coordenada, mas oferece pouco contra crise

Veículo: Brasil Econômico
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O grupo que reúne sete das principais economias do mundo concordou nesta sexta-feira (9/9) em responder em conjunto a uma desaceleração da economia global.


As autoridades, porém, não definiram nenhuma ação concreta para acalmar os mercados, sacudidos por sinais de fraco crescimento de crise de dívida na Europa.

"Nós nos reunimos nesse momento de novos desafios... para o crescimento, déficits fiscais e dívida soberana. Há agora sinais claros de uma desaceleração do crescimento global. Estamos comprometidos com uma forte resposta coordenada a esses desafios", informou o comunicado do grupo após horas de conversas entre os ministros de Finanças e de presidentes de bancos centrais do G7.

"Nós reafirmamos nosso interesse compartilhado num sistema financeiro internacional forte e estável e nosso suporte para taxas de câmbio determinadas pelo mercado", informou o G7 pelo comunicado.

"Nós vamos trabalhar de perto com consultas sobre ações nos mercados de câmbio e vamos cooperar de maneira apropriada."

Uma fonte do governo alemão disse que as conversas entraram pela noite porque a França queria um comunicado conjunto, mas outros membros que participaram do encontro entenderam que não havia concordâncias comuns suficientes que justificasse o comunicado.

Ministros e banqueiros centrais estão sob pressão para acalmar a maior crise de confiança dos mercados financeiros desde a crise global de 2007/2008. Mas, com diferentes países enfrentando diferentes problemas, não há uma única solução global.

"Nós temos de abandonar a ideia de que há uma única solução para todos... Não é rigor versus crescimento", afirmou o ministro das Finanças francês, François Baroin em coletiva.

Um oficial sênior dos Estados Unidos disse que o encontro foi dominado pela crise da dívida europeia.