Governo busca política agressiva no comércio exterior

Veículo: DCI
Seção:
Página:

O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira, afirmou ontem que o governo busca uma política de comércio exterior mais agressiva em relação à estratégia nacional de exportações e também na defesa da indústria brasileira. "Mas quero deixar claro que não é [nosso objetivo] o fechamento da economia brasileira", declarou no Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex) 2011, no Rio de Janeiro.


Teixeira defendeu o fortalecimento de "condições de competição isonômicas". "Mercadorias que entram subfaturadas têm de ser intolerantemente combatidas", afirmou.

Entre os desafios do País, ele apontou a necessidade de se acelerar a melhoria da infraestrutura e de se intensificar o progresso técnico e tecnológico nacional. O secretário-executivo afirmou ainda que o Brasil precisa combater o que chamou de guerra cambial e dumping cambial. "Nossa posição é de combate a isso e de buscar elementos que não estão colocados na OMC [Organização Mundial do Comércio] e na OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico] para que esses conceitos sejam padronizados e homogeneizados", disse.

A redução da burocracia para as exportações brasileiras é uma das prioridades do governo da presidente da República, Dilma Rousseff, de acordo com Alexandre Teixeira.

"Se existe uma convergência no comércio exterior brasileiro, é que a gente precisa reduzir a burocracia do comércio exterior, e acho que essa seria a principal mensagem da presidente Dilma", disse Teixeira.

O secretário afirmou ainda que as exportações brasileiras registraram expansão no primeiro semestre de 2011, em todas as esferas de produtos, incluindo manufaturados. "Mesmo em um ano de crise, no qual nossos principais parceiros comerciais estão em crise, crescemos as exportações brasileiras no primeiro semestre", lembrou Teixeira. "A exportação de manufaturados cresceu 19%", acrescentou, sem citar a base de comparação.

Para o secretário, o comércio exterior brasileiro é fundamental para o projeto de desenvolvimento do País.