Exportadores aproveitam câmbio

Veículo: O Globo
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Nos dois primeiros dias desta semana, com a moeda acima de R$1,60, a demanda por ACCs e ACEs passou de US$100 milhões. É quase o dobro da média habitual, que varia de US$50 milhões a US$60 milhões por dia, informa Allan Toledo, vice-presidente de Negócios Internacionais. “Os exportadores estão aproveitando o câmbio para fechar operações. Mas o comércio exterior está forte desde o início do ano”, diz. Tanto que o BB espera bater recordes de financiamentos ao setor este ano. Até o início da semana, o banco já tinha emprestado US$11 bilhões a exportadores. Em 2010, foram US$12,7 bilhões de janeiro a dezembro. O recorde a ser batido são os US$15 bi de 2007. Em operações com importadores, o BB fechou US$3,7 bilhões de janeiro a agosto. No ano passado, foram US$4,3 bilhões. “A tendência é ultrapassarmos US$5 bi, recorde de 2006. As importações tradicionalmente crescem no 2º semestre, por causa das encomendas para o fim do ano”, explica Toledo. Nos grandes clientes do BB, a crise internacional, até aqui, não engavetou planos nem travou operações. “Vemos empresas produzindo, vendendo e investindo para dar conta da demanda, ainda forte, do mercado interno”, resume.