Commodities Agrícolas

Veículo: Valor Econômico
Seção: Agronegócios
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Alçapão aberto As turbulências financeiras globais em meio à ausência de ameaças climáticas graves aos pomares da Flórida abriram um verdadeiro "alçapão" sob as cotações do suco de laranja na bolsa de Nova York. Com mais uma queda no pregão de ontem, a sexta consecutiva, os contratos futuros de segunda posição de entrega (posição atualmente ocupada pelos papéis com entrega em novembro) fecharam a US$ 1,5275 por libra-peso, 360 pontos a menos do que na véspera e 20% abaixo do valor final da sessão do dia 2 deste mês, a última em que houve valorização. No mercado de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja pera in natura de mesa foi negociada, em média, por R$ 10,30 ao produtor, em baixa de 0,10%, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.
Quebra de safra Os temores relacionados à safra dos Estados Unidos impulsionaram as cotações do algodão ontem. Na bolsa de Nova York, o contrato para dezembro fechou em alta de 200 pontos, cotado a 97,80 centavos de dólar por libra-peso. Foi o ganho mais expressivo em uma semana, depois que o mercado foi abatido pelo derretimento das bolsas de valores. Hoje, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulga seu relatório mensal de oferta e demanda. "Considerando todo o mau tempo que tivemos nas áreas de produção ao sul, o USDA provavelmente irá reduzir sua estimativa para a colheita de algodão americana", disse Jack Scoville, do Price Futures Group, à agência Bloomberg. O indicador Cepea/Esalq para a pluma caiu 3,02%, a R$ 1,8043 por libra-peso.
Apetite chinês Os preços da soja finalmente reagiram na bolsa de Chicago. Após cinco quedas seguidas, a commodity fechou o pregão de ontem com valorização. Os contratos para setembro subiram 2,25 centavos, cotados a US$ 12,9550 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, o mercado reagiu após a notícia de que as importações de soja da China cresceram 24% em julho, para 5,35 milhões de toneladas. "O resultado foi melhor do que esperávamos", disse Jerry Gidel, analista de mercado da North American Risk Management Services. Investidores baixistas também podem ter embolsado alguns lucros antes da divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA, nesta quinta-feira. O indicador Esalq/BM&FBovespa caiu 1,22%, a R$ 48,64 por saca.
Efeito climático A aposta de que o excesso de chuvas no norte das Grandes Planícies vai afetar o tamanho da safra de trigo dos Estados Unidos deu suporte aos preços do cereal ontem. Na bolsa de Chicago, os contratos para dezembro fecharam com valorização de 15,50 centavos, cotados a US$ 7,1925 por bushel. Em Kansas, o mesmo vencimento ficou 22 centavos mais caro, negociado a US$ 8,0875 no encerramento. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) vai reduzir sua previsão para a produção doméstica de trigo em relatório que divulga hoje. No mercado brasileiro, o preço médio do trigo pago aos produtores gaúchos subiu 0,51%, a R$ 451,52 por tonelada, de acordo com o Cepea/Esalq.