Commodities Agrícolas

Veículo: Valor Econômico
Seção: Agronegócios
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Commodities Agrícolas



Sem susto Os preços do café arábica fecharam em queda ontem pela segunda vez em três sessões na bolsa de Nova York. O contrato para setembro caiu 210 pontos, para US$ 2,6750 por libra-peso. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, sinais de que o frio não causou danos importantes às lavouras do Brasil abriram caminho para o recuo. A avaliação é de que há pouco espaço para uma alta sustentada à medida que os grãos da colheita brasileira chegam ao mercado. A reação dos investidores ao aumento das taxas de juros na China também pesou. A medida, que visa combater a inflação, aumentou o temor de que o país asiático passe a crescer menos, assim como seu apetite por matérias-primas. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq caiu 0,34%, para R$ 472,39 por saca.
Alta técnica Os preços futuros do suco de laranja congelado e concentrado fecharam a quarta-feira em alta na bolsa de Nova York. Os contratos para entrega em setembro fecharam com ganho de 220 pontos, cotados a US$ 1,8880 por libra-peso. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o mercado não tinha fundamentos que justificassem uma alta, tais como furacões que pudessem ameaçar os pomares da Flórida. O movimento baseou-se apenas em operações com base em indicadores técnicos, apesar do dólar desfavorável para as commodities. De todo modo, o mercado de suco tem andado de lado. No mês, acumula valorização inferior a 1%. No Brasil, o preço médio da laranja pera, pago ao produtor, subiu 1,38%, para R$ 11,04 a caixa, segundo apurou o Cepea/Esalq.
Queda livre Os preços do algodão caíram ontem para o nível mais baixo em sete meses em Nova York. O contrato com vencimento em outubro sofreu queda de 197 pontos, cotado a US$ 1,1698 por libra-peso. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o sentimento dos especuladores piorou no pregão anterior, depois que o mercado fracassou na tentativa de romper a barreira psicológica de US$ 1,19 por libra-peso. Nem mesmo a previsão de uma forte estiagem nos Estados Unidos animou os compradores, diante da fraca demanda por algodão por parte da indústria têxtil. A elevação dos juros na China agravou o mau humor dos investidores, à medida que alimentou os temores de uma desaceleração no consumo. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o algodão caiu 1,24%, para R$ 1,8240 por libra-peso.
Demanda retraída Os contratos futuros do trigo encerraram o pregão de ontem com a terceira queda consecutiva no mercado americano. Na bolsa de Chicago, os papéis com vencimento em setembro encerraram o dia a US$ 6,27 por bushel, com recuo diário de 8,50 centavos de dólar. Já na bolsa de Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, os contratos para entrega no mesmo período recuaram 9,50 centavos de dólar, para US$ 7,265 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, o movimento se deveu a especulações de algum arrefecimento na demanda pelo trigo dos EUA, na medida em que o dólar se valoriza e a economia mundial se desacelera. No mercado interno, o trigo fechou com preço médio de R$ 26,73 por saca, alta de 0,30%, segundo o Deral.