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Volume de fusões e aquisições chinesas no mundo é o maior desde 2006

Veículo: O Estado de São Paulo
Seção: Economia
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Volume de fusões e aquisições chinesas no mundo é o maior desde 2006

Até então, o maior número havia sido no segundo semestre de 2008, com 1.455 F&A; no primeiro semestre deste ano, foram 1.730


O número de fusões e aquisições (F&A), feitas por empresas chinesas no mundo, mas também na própria China, foi de 1.730 no primeiro semestre deste ano - o maior resultado dos últimos cinco anos, de acordo com dados da consultoria Dealogic, cuja pesquisa inclui as movimentações dentro da China.

Até então, o maior número havia sido no segundo semestre de 2008, com 1.455 fusões e aquisições envolvendo companhias chinesas. Em termos de volume negociado, os seis primeiros meses deste ano foram o segundo melhor desde 2006, com US$ 83.661,2 bilhões, ante US$ 107.582 bilhões no segundo semestre de 2008.

Já as compras e aquisições em que as empresas chinesas eram o alvo também tiveram o melhor resultado em cinco anos, com 1.915 operações, acima das 1.870 fusões e aquisições no país no ano passado, de acordo com a Dealogic. Em termos de volume, foi o segundo melhor desde o primeiro semestre de 2008, somando US$ 88.241,4 bilhões, ante US$ 90.885,9 bilhões naquele ano.Nos dois casos, a Dealogic mostra que a China lidera os processos.

De um modo geral, segundo a Dealogic, as empresas ao redor do mundo se mostraram mais interessadas na China do que com a também emergente Índia, cujo volume ficou ao redor de US$ 24 bilhões.

No primeiro semestre, os principais alvos estrangeiros da China foram Austrália, Hong Kong e Estados Unidos. O Brasil, que no primeiro semestre de 2010 aparecia entre os top 10 alvos da China, não apareceu na lista deste ano.

Estados Unidos

Os Estados UNidos continuam sendo um dos alvos preferidos dos chineses quando o assunto é fusões e aquisições. Segundo a consultoria Dealogic, o número de fusões e aquisições (F&A) feitas pela China nos Estados Unidos no primeiro semestre deste ano cresceu na comparação com igual período de 2010. Foram 27 fusões e aquisições em comparação com 19 no primeiro semestre do ano passado.

O volume também foi bem maior: US$ 2,250 bilhões no primeiro semestre deste ano ante US$ 257,5 milhões no ano passado. Foi o segundo melhor resultado em volume para a primeira metade do ano desde 2007, quando o volume somou US$ 3.008,9 bilhões e o melhor em número de F&A no período nos últimos cinco anos.

"Creio que a forte preferência chinesa por F&A em companhias nos EUA deve continuar por algum tempo. A desaceleração da China não deve ser suficiente para esfriar os planos chineses de aquisições nos Estados Unidos", avalia o economista-chefe da Avalon Partners, Peter Cardillo.

De acordo com os dados da Dealogic, das dez maiores fusões e aquisições da China nos EUA duas foram no setor de saúde, liderando a lista e as demais nos setores de petróleo e gás, energia, hotelaria, têxtil, serviços, produtos ao consumidor, finanças e aeroespacial. No ano passado, o setor de saúde respondeu por duas das cinco principais F&A realizadas nesse mesmo período. A maior operação foi a compra da Chesapeake Energy Corp, do setor de petróleo e gás, por US$ 1.267 bilhão.

O levantamento mostra que os Estados Unidos seguem em terceiro lugar como alvo estrangeiro preferido da China para F&A no mundo no primeiro semestre, perdendo apenas para Austrália (33) e Hong Kong (31).



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