Commodities Agrícolas

Veículo: Valor Econômico
Seção: Agronegócios
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Commodities Agrícolas



Safra maior no Vietnã Entre vendas especulativas e perspectivas de aumento da oferta no Vietnã, os preços do café fecharam o pregão de ontem em queda na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho terminaram o dia a US$ 2,641 por libra-peso, queda de 530 pontos. Segundo a Bloomberg, algumas consultorias estimam que a produção de café no Vietnã ficará entre 22 milhões e 23 milhões de sacas na safra que tem início em outubro, ante as 18,5 milhões de sacas do ciclo atual. O aumento se deve aos investimentos feitos em fertilizantes. Apesar disso, alguns analistas lembram que a Colômbia ainda segue com problemas de oferta devido às chuvas que atingem o país. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café caiu ontem 2,91%, para R$ 514,44 por saca.
Clima adverso O enfraquecimento do dólar e a contínua preocupação em torno do clima desfavorável para as lavouras de algodão americanas provocaram uma forte alta nas cotações da pluma na bolsa de Nova York. Os futuros para outubro fecharam a US$ 1,3081 a libra-peso, alta de 326 pontos. De acordo com a Dow Jones Newswires, o mercado ainda não sabe como o clima ruim - seca no oeste do Texas e enchentes no Sul - pode afetar o suprimento da pluma no fim deste ano. Para analistas ouvidos pela Bloomberg, o plantio no Texas, o maior produtor de algodão dos Estados Unidos, pode ser de 3,5 milhões de acres, bem abaixo dos 6,12 milhões projetados pelo governo americano em março. No mercado de Itiquira (MT), a arroba fechou em queda de 2,51% a R$ 69,70, segundo o Imea/Famato.
Menor potencial Assim como ocorreu com o trigo e com a soja, a preocupação com o clima desfavorável nas regiões produtoras foi a principal razão para a alta do grão ontem na bolsa de Chicago. O contrato com vencimento em setembro fechou a US$ 6,7150 por bushel, alta de 17,75 centavos de dólar. De acordo com especialistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, as condições desfavoráveis do clima para a semeadura do milho no Leste do Meio-Oeste americano e nas planícies do Norte geraram preocupação sobre um menor potencial das lavouras. Isso porque perto de 40% das áreas de milho americanas serão cultivadas mais tarde do que é considerado o melhor período para o plantio. No mercado de Campo Verde (MT), compradores continuam a oferecer R$ 21,70 pela saca de 60 quilos, segundo o Imea/Famato.
Atraso no plantio O clima adverso em regiões produtoras de trigo também fez as cotações futuras do cereal reverterem parte da queda da semana passada e voltarem a subir ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, o contrato com entrega em setembro fechou a US$ 7,8425 por bushel, alta de 7,25 centavos de dólar. Em Kansas, o mesmo vencimento encerrou o pregão a US$ 8,935 por bushel, valorização de 6,5 centavos de dólar. De acordo com a agência Dow Jones Newswires, o clima frio e seco está atrasando o plantio do cereal em regiões dos Estados Unidos e do Canadá. Além disso, a seca está reduzindo a colheita potencial nas planícies do Sul dos Estados Unidos e na Europa. Na média do Paraná, a saca do cereal fechou em alta de 0,22% a R$ 27,02, segundo Deral/Seab.