Ibovespa segue cenário externo e avança 0,39%

Veículo: Brasil Econômico
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Ibovespa segue cenário externo e avança 0,39%

O índice paulista marcou valorização de 0,39%, para 64.877 pontos. O número de negócios realizados ficou em 479.823, com giro financeiro total de R$ 5,355 bilhões.

"Do ponto de vista econômico não teve nenhum destaque relevante. As empresas do setor de commodities continuam pesadas e aquelas ligadas a uma dinâmica interna estão mais leves", avaliou Adriano Moreno, estrategista da Futura Investimentos.

A saída de investimentos estrangeiros também segue ininterrupta na bolsa paulista. "Não achamos que irá melhorar essa visão do estrangeiro em relação ao Brasil no curto prazo. A alta do Ibovespa nessa semana em relação às quedas da semana passada ainda é tímida", disse Moreno. O índice acumula alta de 0,71% nos dois pregões da semana.

O pregão desta terça-feira (10/5) foi marcado por balanços corporativos. Gafisa, Eternit, São Carlos e Fras-le reportaram queda no lucro do primeiro trimestre de 2011. Já o Banco do Brasil e a Randon registraram elevação dos lucros no mesmo período

Na agenda interna, destaque para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo, que aumentou 0,64% na primeira quadrissemana do mês, ante uma elevação de 0,70% no período imediatamente anterior.

O dólar registrou queda de 0,93%, com a ponta vendedora cotada a R$ 1,605. Essa é a desvalorização mais acentuada desde 7 de abril, quando a cotação caiu para 1,86%.


Destaques



As ações de construtoras e incorporadoras se destacaram na ponta ganhadora do pregão. MRV Engenharia (MRVE3), Rossi Residencial (RSID3) e Gafisa (GFSA3) subiram 4,39%, 3,98% e 3,39%.

Setor bancário também teve bom desempenho. As ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 2,35% e os ativos do Bradesco tiveram alta de 1,57%.

"O mercado já trabalha com a perspectiva de que é possível que a inflação vá para o centro da meta. Isso deu fôlego para empresas de consumo e varejo", diz

Nos destaques de desvalorização, os papéis da Hypermarcas (HYPE3) ainda sentem o peso do resultado negativo do primeiro trimestre e caíram 7,78%.

Os ativos da BRF Foods derreteram 7,13% após a Procuradoria Federal Especializada sugerir ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que o processo de fusão de Sadia e Perdigão seja aprovado condicionado a restrições.

Os papéis da ALL (ALLL3) caíram 2,74% após a companhia reportar lucro de apenas R$ 500 mil no primeiro trimestre do ano.