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Aversão ao risco derruba commodities

Veículo: O Estado de São Paulo
Seção: Economia
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Aversão ao risco derruba commodities

Uma queda forte e generalizada atingiu os mercados de commodities ontem, incluindo as agrícolas. Fugindo de ativos considerados mais arriscados, investidores venderam de café a petróleo, passando por metais e soja. Não há um motivo específico que tenha ativado a aversão ao risco vista nos últimos dias, segundo analistas. Mas eles consideram que, depois da disparada recente de preços, as bolsas de matérias-primas estavam sujeitas a uma correção nos preços.

Números negativos sobre a economia dos Estados Unidos contribuíram para acelerar a queda. Dados mostrarem que o setor privado do país criou menos vagas do que o previsto em abril e que a atividade do segmento de serviços caiu durante o período, sugerindo que a recuperação da economia norte-americana ainda enfrenta percalços.

Na Bolsa de Nova York, o contrato julho do café arábica cedeu 3,81%, para 294,4 centavos de dólar por libra-peso. O mesmo vencimento do açúcar recuou 3,17% e do algodão cedeu 3,81%.

Em Chicago, o ativo mais prejudicado foi o trigo, cujo contrato julho perdeu 2,68%, para US$ 7,72 por bushel. O da soja cedeu 0,86%, para US$ 13,52 por bushel. Na contramão, a cotação do milho foi a única a subir - 0,79%, para US$ 7,2950 - por causa das chuvas nos EUA, que prejudicam o plantio. Os EUA registram o menor estoque de milho em 15 anos e precisa de uma grande safra.


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