Notícias

Mantega não descarta novas medidas para conter empréstimos externos

Veículo: Valor Econômico
Seção: Mercado
Página:

Mantega não descarta novas medidas para conter empréstimos externos

BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou que o IOF sobre empréstimos externos de curto prazo tem o objetivo de reduzir o forte ingresso de dólares no país, que força a taxa de câmbio para baixo. “O volume subiu 140%”, disse, apontando que essas operações atingiram US$ 26,5 bilhões, entre janeiro e 25 de março deste ano sobre 2010.

Mantega não descartou a possibilidade de novas medidas, principalmente para conter a expansão do crédito. “O ideal é o credito subir entre 12% e 15%. A gente vai atrás do vazamento. Se os empréstimos externos de longo prazo crescerem muito, poderemos adotar novas regras”, continuou.

Ele explicou que o governo quer reduzir a chamada arbitragem, ou seja, empresas e bancos tomam empréstimo a juro baixíssimo no exterior e emprestam a taxas mais elevadas aqui no país.

“Estamos notando um forte movimento de arbitragem nessa conta. Outro motivo é atenuar o endividamento das empresas brasileiras no exterior”, afirmou. Hoje, o governo baixou um decreto fixando alíquota de 6% sobre a tomada de empréstimos de curto prazo, no exterior, abaixo de 360 dias.

“A medida não prejudica a empresa que não quer especular, que faz uma captação de médio ou longo prazo”, explicou o ministro. Ele também disse não ter estimativa de aumento de arrecadação, porque “a medida é regulatória, e não arrecadatória”.

Ele aproveitou para explicar que o IOF de 6,38% sobre compras com cartão de crédito no exterior “tem o objetivo de reduzir o déficit em conta corrente” externa.

Mantega disse ainda que o investimento externo direto já somou US$ 12 bilhões, entre janeiro e 25 de março. Ele negou que o governo esteja vendo fraudes nessas operações. “Mas estamos olhando com lupa”, concluiu o ministro.



Compartilhe:

<< Voltar