Commodities Agrícolas

Veículo: Valor Econômico
Seção: Agronegócios
Página:

Commodities Agrícolas

Vendas especulativas Em um movimento de realização de lucros, os preços do café fecharam o primeiro pregão da semana na bolsa de Nova York em queda. Os contratos com vencimento em julho terminaram a segunda-feira cotados a US$ 2,6645 por libra-peso, em queda de 460 pontos. Analistas consultados pela Dow Jones Newswires disseram que os preços do café foram influenciados por uma queda generalizada no mercado de commodities registrada ontem. Além disso, a expectativa é que o mercado teste novos limites de baixa para o café nesta semana, já que as cotações ainda seguem em patamares bastante elevados. No Brasil os preços seguem firmes. Levantamento do Escritório Carvalhaes, de Santos, mostra que o café tipo 4 estilo Santos fechou a segunda-feira cotado a R$ 525 a saca.
Estoques em expansão A guinada nos preços do algodão que elevou o patamar da commodity para recordes nos Estados Unidos está chegando ao fim, na medida em que os produtores do Texas ao New South Wales passaram a plantar volumes também recordes da fibra e recompor os estoques pela primeira vez desde 2007. Segundo 14 analistas de mercado ouvidos pela agência Bloomberg, o algodão deverá cair 51%, para US$ 1,00 por libra-peso, até o fim de dezembro. Enquanto isso, os papéis negociados na bolsa de Nova York, com entrega em julho, ficaram a US$ 1,9011 por libra-peso, com recuo de 700 pontos. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para pagamento a prazo da libra-peso da fibra ficou em R$ 3,9402, com queda 0,01%. No mês, a commodity acumula queda de 1,15%.
Menos perdas no Brasil A comercialização da soja brasileira praticamente não evoluiu na última semana, segundo levantamento da Céleres. Análise da consultoria mineira indica que 58% da safra nacional foi negociada até a última sexta-feira, apenas um ponto percentual a mais que na semana anterior. Em comparação ao mesmo período de 2010, porém, o avanço é de 21 pontos percentuais. Na bolsa de Chicago, os contratos para julho encerraram o dia a US$ 13,5925 por bushel, com queda de 9,25 centavos de dólar. Analistas ouvidos pela Bloomberg disseram que a queda foi motivada pelas análises do mercado que apontaram perdas menores do que o esperado nas lavouras brasileiras. No mercado interno, a saca foi negociada ontem a R$ 44,17, alta de 0,05% segundo o Deral.
Demanda atendida Os futuros do milho encerraram o pregão de ontem com a maior baixa em uma semana, diante de especulações de que as exportações americanas do cereal deverão atender as expectativas de demanda. Além disso, a Bloomberg informou que o mercado também foi influenciado por produtores que pretendem elevar a área plantada para aproveitar os preços atraentes. De acordo com 32 analistas entrevistados pela agência, os americanos deverão plantar 4% a mais de milho neste ano que em 2010. Na bolsa de Chicago, os papéis com entrega em julho fecharam a US$ 6,7800 por bushel, com queda diária de 17,50 centavos de dólar. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou em R$ 31,52, com variação positiva de 0,03%.