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Cativa Têxtil dribla alta do algodão substituindo matéria-prima



Vinte e dois anos depois do primeiro passo, com somente quatro máquinas de costura, o empresário Gilmar Rogério Sprung vê na crise um momento de oportunidade. Foi assim em 2009, quando o mundo sentiu na pele a onda da instabilidade econômica, embora a Cativa Têxtil tenha crescido 23% naquele ano. Desta vez, o drama que ronda as empresas do setor é a alta do preço do algodão. O produto que era para ser branco tem reluzido feito ouro, está nas alturas.

Por conta disso, boa parte das empresas brasileiras tem repassado os custos para o consumidor final. A indústria de Pomerode (SC), no entanto, previu o problema e antecipou a compra do fio sacrificando o fluxo de caixa. A produção de outono/inverno está garantida. “Para a próxima coleção, a Primavera/2011, os preços terão que ser reajustados, mas esperamos driblar parte do impacto com a substituição de parte do algodão por outras fibras, como poliéster e viscose, que tiveram reajustes menores.

A Cativa Têxtil produz nove milhões de peças por ano e deverá fechar 2011 com um faturamento de R$ 215 milhões. Se atingir esse índice, terá crescido mais de 20%, conforme estabelecimento no planejamento estratégico da empresa. Sem interferência da crise.


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