Commodities Agrícolas

Veículo: Valor Econômico
Seção: Agronegócios
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Commodities Agrícolas


Tombo em NY As cotações do café registraram forte queda na sessão de ontem na bolsa de Nova York, basicamente em decorrência da valorização do dólar americano diante de outras moedas no mercado internacional. Os contratos com vencimento em julho encerraram a sessão negociados a US$ 2,7095 por libra-peso, em baixa de 475 pontos. Apesar da queda, forte, traders consultados pela agência Dow Jones Newswires realçaram que os fundamentos de oferta e demanda do mercado continuam a oferecer sustentação às cotações, em grande medida por causa da menor produção prevista para importantes exportadores. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade saiu por até R$ 570, segundo o Escritório Carvalhaes, de Santos.

 

 

Abaixo de US$ 2 Não foi no pregão de ontem que os contratos futuros de segunda posição de entrega do algodão voltaram a superar a barreira de US$ 2 por libra-peso na bolsa de Nova York. Segundo a agência Dow Jones Newswires, movimentos financeiros derivados da valorização do dólar diante de outras moedas no mercado internacional provocaram a queda da commodity - os papéis para julho fecharam a US$ 1,9393 por libra-peso, em baixa de 297 pontos em relação à véspera. A mesma pressão derrubou outras commodities agrícolas (ver texto sobre café). Em Rondonópolis (MT), a arroba da pluma foi negociada ontem por R$ 128,70, em média, conforme levantamento realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), ligado à federação dos produtores.

 

 

Dólar e trigo A valorização do dólar americano em relação a outras moedas no mercado internacional também influenciou a retração das cotações da soja ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho - que atualmente ocupam a segunda posição de entrega no mercado, normalmente a de maior liquidez - encerraram o dia negociados a US$ 13,61 por bushel, em queda de 14%. A baixa do trigo também pesou para a desvalorização da oleaginosa. Em Sapezal (MT), segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea), a saca de 60 quilos segue em torno de R$ 40. Com as chuvas em algumas regiões do país, como Mato Grosso do Sul, as estimativas para a produção brasileira em 2010/11 estão sendo reduzidas para cerca de 69 milhões de toneladas.

 

 

Baixa em Chicago Como no caso da soja (ver texto lado), as cotações do milho encerraram a quarta-feira em baixa na bolsa de Chicago sob influência da valorização do dólar em relação a outras moedas e da queda do trigo - provocada pela expectativa de que a neve poderá amenizar o déficit hídrico em algumas áreas das Grandes Planícies, nos Estados Unidos, conforme relato da agência Dow Jones Newswires. Os contratos do milho com vencimento em julho fecharam a US$ 6,8850 por bushel, em baixa de 5,50 centavos de dólar. No mercado doméstico, onde a colheita está em curso o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos do grão caiu 0,03%, para R$ 31,75. No mês, a variação acumulada do indicador ainda é positiva (2,35%).