Bovespa inverte tendência e cai 0,25%; dólar bate R$ 1,65

Veículo: Folha de São Paulo
Seção: Mercado
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Bovespa inverte tendência e cai 0,25%; dólar bate R$ 1,65

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) já opera no campo negativo, descolada dos mercados externos, na rodada desta quinta-feira.

Os papéis da Vale puxam o mercado brasileiro para baixo, em meio às especulações sobre a possível saída de Roger Agnelli da presidência.

A ação preferencial da mineradora, com giro de R$ 250 milhões, desvaloriza 0,97%. As ações do setor imobiliário também registram perdas hoje, com destaque para a queda de 5,3% dos papéis da MRV, que entregou um lucro abaixo do esperado pelo mercado.

Além da crise na Líbia, e dos problemas no complexo nuclear do Japão, investidores e analista também monitoram a situação na Europa.

Ontem à noite, o premiê português, José Sócrates, renunciou pouco tempo depois do Parlamento local rejeitar seu novo plano de estabilidade financeira. O país ibérico é uma das nações europeias com as finanças mais fragilizadas, sendo considerado pelos mercados um dos mais fortes candidatos ao socorro financeiro internacional.

O índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, perde 0,25%, aos 67.628 pontos. O giro financeiro é de R$ 1,94 bilhão. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, sobe 0,54%.

O dólar comercial é cotado por R$ 1,659, em leve queda de 0,12%. A taxa de risco-paísmarca 171 pontos, número 0,58% abaixo da pontuação anterior.

Entre as primeiras notícias do dia, o Departamento de Trabalho dos EUA registrou uma queda na demanda pelos benefícios do auxílio-desemprego na semana passada. O total de pedidos iniciais caiu para 382 mil, em uma diminuição de 5 mil registros. Analistas do mercado previam uma cifra na casa dos 383 mil.

Ainda nos EUA, o Departamento de Comércio informou uma retração nas encomendas de bens duráveis de 0,9% em fevereiro. A queda decepciona o mercado financeiro que estimava um crescimento de 1,1% no indicador geral.

No front doméstico, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou uma taxa de desemprego de 6,4% em fevereiro ante 6,1% em janeiro. O resultado do desemprego no mês passado representa a menor taxa apurada para um mês de fevereiro desde o início da série histórica iniciada em março de 2002.