Colombo estuda baixar ICMS para metade das importações

Veículo: Jornal de Santa Catarina
Seção: Economia
Página:

Colombo estuda baixar ICMS para metade das importações

BLUMENAU - O governador Raimundo Colombo divulgou ontem, durante a Texfair Home, que estuda baixar a taxa do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) para metade do volume de importações de matéria-prima. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias da Fiação, Vestuário e Tecelagem de Blumenau (Sintex), Ulrich Kuhn, hoje apenas 15% de fibras e fios importados têm alíquota de ICMS de 3%. A estratégia estudada pelo governo é que 50% da matéria-prima pague esse percentual.

A estratégia vem para amenizar os problemas causados à indústria têxtil pelo aumento do preço do algodão. Hoje, o preço do quilo da matéria-prima triplicou, passando para R$ 7,80.

– Vamos criar o mecanismo de apoio emergencial na crise do algodão. Temos que ter essa agilidade, pois é um setor que emprega muita mão de obra e o Brasil está perdendo em competitividade no setor – afirmou Colombo.

A alta do algodão dominou também a pauta da coletiva promovida pelo Sintex, ontem, durante a abertura da Texfair Home. Kuhn admitiu que a crise o preocupou até com relação ao sucesso da feira, pela primeira vez voltada exclusivamente a produtos para o lar. Apesar do receio, a data para a Texfair Home de 2012 foi divulgada: será do dias 6 e 9 de março.

– A expectativa é positiva. Os estandes estão cheios e há possibilidades de novos negócios. A crise está preocupando todo mundo do setor – afirmou Kuhn.

O diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Valente Pimentel, explicou que o Brasil está prestes a ocupar o 5º lugar na produção de algodão, mas, por enquanto, depende da importação para sobreviver. Para ele, é necessário que o país desenvolva meios de sustentar a indústria, que paga muito mais imposto que outros países. Mesmo diante da crise, Pimentel mostrou-se otimista com relação ao futuro do país na produção de algodão. Mas destacou a importância de políticas públicas e privadas para que o mercado interno cresça.

– Algodão é um ouro branco. O Brasil é um país detentor de tecnologia, tem áreas de plantio e pode transformar a matéria-prima em produtos de valor agregado – acredita Pimentel.