Aversão ao risco persiste e eleva dólar para R$ 1,675

Veículo: Brasil Econômico
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Aversão ao risco persiste e eleva dólar para R$ 1,675

O conflito no mundo árabe segue espalhando uma onda de aversão ao risco pelo mundo e a moeda americana sofreu forte volatilidade. O Brasil escapou da oscilação intensa, mas o dólar fechou em alta.

A divisa americana encerrou a quarta-feira (23/2) com valorização de 0,12% frente ao real, a R$ 1,673 para compra e R$ 1,675 para venda.

Durante todo o dia, o mercado de câmbio operou à mercê do cenário externo, deixando o descolamento para o final do dia. O euro se valorizada 0,72% frente ao dólar, assim como a libra esterlina, que subia 0,41% ante a divisa dos EUA. Frente ao iene, o dólar perdia 0,27%.

Para Luiz Eduardo Portella, operador de câmbio do Banco Modal, os reflexos dos conflitos no Oriente Médio e no Norte da África seguem pequenos no mercado de câmbio nacional. "Aqui subiu bem pouco, bem menos que no restante do mundo", aponta.

Para ele, essa pouca oscilação é fruto da atuação constante do Banco Central no mercado. Nas quedas, a autoridade monetária entra com todas as armas para evitar a desvalorização da moeda americana. Com isso, nas altas, a divisa não encontra força suficiente para ganhar potência na valorização.

Nesta sessão, o BC realizou quatro intervenções no mercado, realizando dois leilões de compra de dólares à vista e dois leilões de compra a termo. Nesse tipo de operação, o BC faz o acordo de compra da moeda mas, ao contrário das compras à vista, o pagamento e a entrega dos dólares ocorre em data futura.

Moedas

Diante da pouca oscilação do dólar, os operadores de câmbio têm buscado outras alternativas para gerar rentabilidade em suas operações. "Estamos operando outras moedas em outros mercados", explica.

Enquanto o investidor estrangeiro não para de trazer novos montantes para o mercado nacional, o operador de câmbio brasileiro tem levado suas operações para outros mercados em busca de maior volatilidade.

"Estamos operando mais euro, dólar australiano e canadense", sinaliza Portella, que indica que não há uma nova moeda no circuito.

"Não estamos com nenhuma moeda que ainda não operávamos. Só estamos trabalhando mais com as mesmas moedas de sempre."