Bolsas da Ásia têm queda; Hong Kong perde 2,1%

Veículo: Estadão
Seção: Mercados
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Bolsas da Ásia têm queda; Hong Kong perde 2,1%

TÓQUIO - A maioria dos mercados asiáticos fechou em baixa nesta quinta-feira. A realização de lucros e fatores internos de cada país nortearam os investidores.

A Bolsa de Tóquio fechou em ligeira queda, em meio à cautela antes da divulgação de importantes dados econômicos do Japão e da China na semana que vem, e a uma liquidação de ações da Nissan em seguida ao balanço da montadora. O índice Nikkei 225 caiu 12,18 pontos, ou 0,1%, e fechou aos 10.605,65 pontos. O mercado japonês não abre na sexta-feira devido a um feriado.

Em Hong Kong, a Bolsa estendeu as perdas, na quarta sessão consecutiva de queda, liderada pelo setor financeiro e pelas perspectivas de que o mercado local irá perder competitividade com a possibilidade de acordos de fusão nas bolsas europeias. O índice Hang Seng baixou 2,1% e fechou aos 22.675,92 pontos.

Já as Bolsas da China fecharam em forte elevação, lideradas pelas montadoras, por conta das robustas vendas de janeiro, e pelas companhias de software, que se beneficiaram da nova política do governo para estimular a indústria do setor. O índice Xangai Composto subiu 1,6% e terminou aos 2.818,16 pontos. O índice Shenzhen Composto disparou 2,9%, terminando aos 1.220,58 pontos.

O yuan se valorizou em relação ao dólar, após Pequim fixar novo valor recorde para a taxa de paridade central dólar-yuan (de 6,5850 yuans para 6,5849 yuans). No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,5865 yuans, de 6,5907 yuans do fechamento de quarta-feira.

Em Taiwan, a Bolsa de Taipé encerrou em baixa, influenciada por perdas nas ações de grandes empresas exportadoras de tecnologia e pela realização de lucros no setor financeiro. O índice Taiwan Weighted recuou 1,89% e fechou aos 8.836.56 pontos.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul terminou o pregão em baixa de 1,8%, fechando aos 2.008,50 pontos, uma vez que os investidores estrangeiros repatriaram recursos em meio às crescentes preocupações com a alta das pressões inflacionárias nos mercados emergentes.

No mercado australiano, as ações das mineradoras Rio Tinto e BHP tiveram boa sustentação com a expectativa em relação ao balanço da Rio Tinto, que sairia depois do pregão. O índice S&P/ASX 200 teve alta de 0,2% e fechou aos 4.914,4 pontos.

A Bolsa de Manila, nas Filipinas, fechou na menor pontuação em cinco meses, diante das renovadas preocupações com a inflação e a alta nos preços das commodities. O índice PSE recuou 2,73% e fechou aos 3.738,31 pontos.

A Bolsa de Cingapura teve baixa, sua quarta sessão em declínio esta semana, em meio aos fracos resultados dos demais mercado na região. O índice Straits Times recuou 1,5% e fechou aos 3.103,39 pontos, somando nesta semana perdas de 2,8%. Quedas nos mercados asiáticos também exerceram pressão sobre as ações nas negociações da tarde.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, recuou 1,28% e fechou aos 3.373,64 pontos.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, caiu 2,1% e fechou aos 949,09 pontos, o menor nível desde setembro de 2010, uma vez que persistentes saídas de portfólio e as baixas nas demais bolsas regionais pressionaram o sentimento. As principais ações de energia e as de bancos foram as mais afetadas.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, perdeu 21,% e fechou aos 1.503,99 pontos, com realizações de lucros, uma vez que o sentimento permaneceu fraco em linha com os demais mercados regionais. As informações são da Dow Jones