Inflação pelo IGP-M ganha força e sobe 0,66% na 1ª semana de fevereiro

Veículo: Estadão
Seção: Economia
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Inflação pelo IGP-M ganha força e sobe 0,66% na 1ª semana de fevereiro

A primeira prévia do IGP-M de fevereiro subiu 0,66% após apresentar aumento de 0,42% em igual prévia do mesmo índice no mês passado. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 10, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa anunciada hoje ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE-Projeções, que esperavam uma elevação entre 0,37% e 0,94%, e foi inferior à mediana das expectativas (0,76%).

O IGP-M é muito usado para reajuste no preço do aluguel. Até a primeira prévia de fevereiro, o índice acumula aumentos de 1,46% no ano, e de 10,93% em 12 meses.

Atacado

O IPA teve aumento de 0,76% na primeira prévia do índice este mês, em comparação com a alta de 0,40% na primeira prévia de janeiro, e acumula alta de 1,52% no ano e  de 13,43% no período de 12 meses - o IPA representa 60% do total do indicador

Segundo a FGV, entre os produtos pesquisados, as altas mais expressivas no atacado foram registradas em minério de ferro (5,65%); milho em grão (7,69%); e algodão em caroço (14,20%). Já as mais expressivas quedas de preço no atacado foram apuradas em carne bovina (-9,91%); aves (-3,93%); e aves abatidas frigorificadas (-4,90%).

Varejo

Por sua vez, no varejo, o IPC apresentou alta de 0,45% na prévia anunciada hoje, após subir 0,41% na primeira prévia de janeiro. No varejo, a inflação sentida pelo consumidor, apurada pelo IPC acumula avanços de 1,53% no ano e de 5,72% em 12 meses - o IPC representa 30% do total do IGP-M.

Segundo a FGV, a aceleração na taxa do IPC, da primeira prévia do IGP-M de janeiro para igual prévia em fevereiro (de 0,41% para 0,45%) foi influenciada principalmente por taxa de inflação mais forte nos preços de transportes (de 0,43% para 1,53%), no período. Esta classe de despesa sofreu o impacto da aceleração de preços de tarifa de ônibus urbano (0,07% para 3,29%), da prévia de janeiro para igual prévia em fevereiro.

O grupo transportes não foi o único a apresentar aceleração de preços. Mais três classes de despesa tiveram acréscimo em sua taxa de variação de preços, entre as sete pesquisadas. É o caso de habitação (de 0,13% para 0,33%); educação, leitura e recreação (de 0,20% para 1,63%); e despesas diversas (de 0,34% para 0,88%).

Já as outras três classes de despesa restantes apresentaram queda ou desaceleração de preços, no mesmo período. É o caso de alimentação (de 0,64% para -0,10%); vestuário (de 1,08% para -0,63%); e saúde e cuidados pessoais (de 0,44% para 0,36%).

A FGV informou ainda que, entre os produtos pesquisados no varejo, os aumentos mais expressivos foram registrados na já citada tarifa de ônibus urbano; aluguel residencial (1,05%); e alface (15,69%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em batata-inglesa (-12,01%); limão (-23,03%); feijão carioquinha (-7,55%).

Construção

Já o INCC teve elevação de 0,52% na primeira prévia deste mês, após registrar aumento de 0,62% na primeira prévia de janeiro.

Na construção civil, a inflação medida pelo INCC acumula elevações de 0,90% no ano e de 7,60% em 12 meses até primeira prévia do IGP-M de fevereiro. De acordo com a fundação, a desaceleração na taxa do INCC da primeira prévia de janeiro para igual prévia em fevereiro (de 0,62% para 0,52%) foi influenciada por taxa de inflação mais fraca nos preços de mão de obra (de 1,22% para 0,24%), no mesmo período.

Entre os produtos pesquisados pela fundação para cálculo do indicador, na construção civil, as altas mais significativas na construção foram registradas em projetos (2,62%); taxas de serviços e licenciamento (5,55%); e condutores elétricos (5,88%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em vergalhões e arames de aço ao carbono (-0,92%); tubos e conexões de PVC (-0,85%); e ladrilhos e placas para pisos (-0,70%).