Índice que reajusta aluguel acumula alta de 10,93% em 12 meses

Veículo: Folha de São Paulo
Seção: Mercado
Página:

Índice que reajusta aluguel acumula alta de 10,93% em 12 meses


A inflação mensurada pelo IGP-M (Índice Geral de Preços -- Mercado), usado como referência na maioria dos contratos de aluguel, teve variação de 0,66% na primeira prévia de fevereiro, ante alta de 0,42% no mesmo período do mês anterior. No acumulado dos últimos doze meses, a variação registrada foi de 10,93%, enquanto registra 1,46% no ano.

A prévia do IGP-M foi calculada com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 31 do mês de referência. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) registrou variação de 0,76%, no primeiro decêndio de fevereiro. No mesmo período do mês de janeiro, a taxa foi de 0,40%. A taxa de variação do índice referente a bens finais recuou de 0,36% para -0,64%. Contribuiu para este movimento o subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 0,19% para -2,17%. No estágio dos bens intermediários, a taxa de variação passou de 0,28% para 0,73%. A maior contribuição para esta aceleração partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,30% para 0,64%.

O índice referente a matérias-primas brutas registrou variação de 2,40%. No mês anterior, a taxa foi de 0,59%. Os itens que mais contribuíram para a trajetória de aceleração deste grupo foram: minério de ferro (-2,29% para 5,65%), milho (em grão) (0,93% para 7,69%) e algodão (em caroço) (2,83% para 14,20%). Com taxas em sentido descendente, destacam-se: aves (2,48% para -3,93%), soja (em grão) (1,47% para -0,70%) e leite in natura (3,10% para 0,22%).

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) registrou, no primeiro decêndio de fevereiro, taxa de variação de 0,45%. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de 0,41%. Quatro das sete classes de despesa componentes do índice registraram acréscimos em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Transportes (0,43% para 1,53%). Neste grupo, a principal contribuição partiu do item tarifa de ônibus urbano (0,07% para 3,29%).

Também contribuíram para o avanço da taxa do índice os grupos: educação, leitura e recreação (0,20% para 1,63%), despesas diversas (0,34% para 0,88%) e habitação (0,13% para 0,33%). Nestas classes de despesa, cabe destacar os itens: cursos formais (0,00% para 2,00%), jogo lotérico (0,00% para 7,13%) e aluguel residencial (0,08% para 1,05%), respectivamente.

Em sentido oposto, apresentaram decréscimos em suas taxas de variação os grupos: vestuário (1,08% para -0,63%), alimentação (0,64% para -0,10%) e saúde e cuidados pessoais (0,44% para 0,36%). Nestas classes de despesa, os destaques partiram dos itens: roupas (1,01% para -0,66%), frutas (0,95% para -2,15%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (0,60% para -0,16%), respectivamente.

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) apresentou, no primeiro decêndio de fevereiro, taxa de 0,52%. No primeiro decêndio de janeiro, a taxa foi de 0,62%. O índice que representa o custo da mão de obra apresentou variação de 0,24%, no primeiro decêndio de fevereiro. Na apuração referente ao mesmo período do mês anterior, o índice variou 1,22%. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,79%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,06%.