Fluxo cambial atinge US$ 12 bi e deve superar valor de setembro

Veículo: DCI
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Fluxo cambial atinge US$ 12 bi e deve superar valor de setembro

O fluxo cambial em janeiro, até o último dia 28, ficou positivo em US$ 12,371 bilhões, de acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC). O fluxo financeiro teve superávit de US$ 11,622 bilhões, resultado de entradas de US$ 38,398 bilhões e saídas de US$ 26,776 bilhões. O fluxo comercial, por sua vez, teve saldo positivo de US$ 750 milhões, resultado de exportações de US$ 14,244 bilhões e importações de US$ 13,495 bilhões.

O fluxo acumulado em janeiro até dia 28 está próximo ao valor verificado em todo o mês de setembro de 2010, marcado pela capitalização da Petrobras, quando entraram no País US$ 13,726 bilhões. Somente na semana passada, o fluxo cambial foi positivo em US$ 3,166 bilhões, com o segmento financeiro superavitário em US$ 2,673 bilhões e o comercial positivo em US$ 493 milhões.

O BC informou ainda que suas intervenções no mercado à vista de câmbio elevaram as reservas internacionais em janeiro até dia 28 em US$ 7,286 bilhões. Na semana passada, o impacto das intervenções do BC nas reservas foi positivo em US$ 3,359 bilhões.

As medidas cambiais adotadas desde o fim do ano passado serão avaliadas pela equipe econômica, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Durante apresentação inicial na reunião do Grupo de Avanço da Competitividade (GAC) ontem, Mantega lembrou que o governo tem tomado várias medidas nesse campo e uma série de outras ainda serão discutidas com calma. "Temos de rever as medidas que tomamos, as que andaram e as que não andaram", afirmou o ministro, que também citou iniciativas que ainda não entraram em funcionamento, como o Ex-Im Bank do BNDES e a Agência Brasileira de Garantias.

Mantega disse ainda que "talvez" o principal desafio do GAC seja melhorar as contas externas brasileiras. Segundo ele, é preciso fazer com que as exportações cresçam mais que as importações, porque não é possível reduzir as importações.

Para o ministro, o segundo desafio para 2011 do governo, após a melhora das contas externas, é estimular a produção industrial. Mantega disse que é preciso fortalecer o setor manufatureiro.