Nova técnica produz roupas que são auto-limpantes, supercondutoras e que funcionam como baterias

Veículo: Indústria Textil
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Nova técnica produz roupas que são auto-limpantes, supercondutoras e que funcionam como baterias

No futuro, as roupas poderão fazer mais do “esconder as vergonhas”.

Por Daniel Pavani

O pó aplicado na teia de nanotubos irá virar fios que, posteriormente, podem virar tecidos. Crédito: Technology Review.

O pó aplicado na teia de nanotubos irá virar fios que, posteriormente, podem virar tecidos.

Pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, utilizaram nanotubos de carbono para produzir fios auto-limpantes, que funcionam como bateria e até são supercondutores. Além disso, eles ainda podem ser lavados na máquina com sabão comum de roupas.

“Materiais em pó possuem importantes características funcionais, principalmente devido à sua grande área de superfície”, conta Ray Bauhghman, diretor do Instituto MacDiarmid NanoTech, da Univerdidade do Texas (UT). “O problema é que o pó, sem forma, é difícil de usar”, continua o pesquisador. Segundo Baughman, sua tecnologia permite que sejam fabricados fios de praticamente qualquer pó existente.

Para fazer os fios, os pesquisadores aplicam o pó de qualquer material a uma teia de nanotubos, formando uma fina camada que depois disso será enrolada para a produção do fio. A grande vantagem da técnica é que ela mantém as características do material, ou seja, se ele for um supercondutor, o fio também o será, se ele puder armazenar energia, o fio também poderá. Posteriormente, estes fios podem ser utilizados para a fabricação de tecidos, que dará a eles as mesma características.

O Technology Review mostra um vídeo (http://goo.gl/G6TjJ) do processo, no qual um pó de dióxido de titânio é utilizado para fazer um fio – algo que antes era praticamente impossível.

O site Dvice destaca que a UT já está trabalhando em uma tecnologia para fabricar tecidos com este tipo de fio. Então, talvez ter uma roupa que seja também uma bateria seja apenas questão de tempo – e dinheiro, claro.

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