Bovespa segue valorização de Wall Street, em dia de liquidez reduzida

Veículo: Valor Econômico
Seção: Mercado
Página:

Bovespa segue valorização de Wall Street, em dia de liquidez reduzida SÃO PAULO – O mercado acionário brasileiro iniciou a semana com um pregão “apático”, de volume financeiro bem abaixo do normal. O feriado pelo aniversário da cidade de São Paulo na terça-feira foi determinante para a menor atuação dos investidores, e a alta das bolsas americanas foi acompanhada de perto pelo Ibovespa. Esta foi a primeira valorização do índice em quatro pregões e, apesar de pouco expressiva, a variação foi suficiente para que a bolsa nacional voltasse a apresentar ganho no acumulado de 2011, de 0,18%. O Ibovespa oscilou entre 68.786 e 69.512 pontos, mas conseguiu fechar os negócios com apreciação de 0,42%, aos 69.426 pontos, e giro de R$ 3,992 bilhões. No mercado americano, o índice Dow Jones subiu 0,92%, enquanto o Nasdaq avançou 1,04% e o S&P 500 ganhou 0,58%. Além de o dia ser “chocho” pela antecipação do movimento em relação ao feriado, a ausência de indicadores nos Estados Unidos também contribuiu para uma atuação menos entusiasmada dos operadores. A divulgação de resultados trimestrais de companhias estrangeiras como McDonald's e Halliburton esteve no foco do mercado nesta sessão. Também repercutiu sobre os negócios a decisão do conselho de administração da Intel de elevar o limite autorizado para recompra de ações em US$ 10 bilhões adicionais, o que aumentou a permissão para recompra de papéis em circulação para US$ 14,2 bilhões. A fabricante de microprocessadores também informou que seu conselho declarou um dividendo trimestral de US$ 0,1812 (US$ 0,7248 por ação em uma base anual), refletindo uma elevação de 15% no quarto trimestre de 2010, já anunciada anteriormente. “Tivemos uma melhora lá fora, em cima de alguns resultados corporativos. E como a liquidez hoje foi bem fraca, ficou fácil para o Ibovespa acompanhar Wall Street”, apontou o operador da Alpes Corretora Fernando Yanaka. Na cena corporativa, entre os principais giros do dia, as ações Petrobras PN (-0,18%, a R$ 27) movimentaram R$ 291,2 milhões, os papéis Vale PNA (0,43%, a R$ 52,74) tiveram volume de R$ 320,7 milhões e os ativos OGX Petróleo ON (-3,30%, a R$ 18,15) negociaram R$ 515,8 milhões. O analista de investimentos do Banco Geração Futuro Lucas Brendler chamou atenção para as declarações feitas hoje pelo presidente da HRT Participações, Marcio Mello, em entrevista à TV Bloomberg. Segundo o executivo, a Amazônia brasileira pode conter campos ‘”super gigantes” de petróleo leve em uma área que o Brasil está começando a explorar. Mello ainda afirmou que a HRT começará a produção em seus poços na bacia do Solimões já em junho. Brendler apontou que o investidor pode ter optado por trocar as ações da OGX pelas as da HRT nesta jornada, já que os papéis ON da segunda empresa subiram 4,09%, para R$ 1.780,00. Ainda entre as principais baixas do Ibovespa figuraram as ações MMX ON (-1,27%, a R$ 10,8), Usiminas PNA (-1,26%, a R$ 19,5) e Light ON (-1,17%, a R$ 26,88). Na direção oposta, destaque positivo para as ações Natura ON (3,21%, a R$ 45), Brookfield ON (3,57%, a R$ 8,41), TIM Participações ON (4,03%, a R$ 7,73) e PN (4,09%, a R$ 6,35). Neste ano, os papéis ON da TIM já acumulam alta de 13,5%, enquanto os ativos PN sobem 15,2%. Na avaliação de Daniel Salomão, associado da Neo Investimentos, os investidores estão otimistas com os resultados que serão reportados pela TIM no quarto trimestre de 2010. “O mercado está acreditando um pouco mais na história do turn around da empresa. No ano passado, a TIM estava revendo seus produtos, sua estratégia de marketing e foi tentando se diferenciar das concorrentes. O mercado precisa ver agora se isso se transforma em operacional, se a margem terá uma melhora significativa, se a receita vai começar a crescer”, diz Salomão. Fora do Ibovespa, as atenções dos agentes voltaram a recair sobre as ações PN do Panamericano, que dispararam 9,93%, para R$ 4,98, e movimentaram cerca de R$ 16 milhões. Matéria publicada no sábado pelo jornal “Folha de S. Paulo” apontou que o Bradesco e o Citibank manifestaram a Silvio Santos que têm interesse de comprar o Panamericano. (Beatriz Cutait | Valo