Dólar opera com leve queda, cotado a R$ 1,670

Veículo: Valor Econômico
Seção: Mercado
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Dólar opera com leve queda, cotado a R$ 1,670

SÃO PAULO – O dólar registra ligeira queda, enquanto os investidores repercutem a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, de elevar a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, para 11,25% ao ano, sem viés. A decisão, que já era esperada, foi unânime.

Caso o movimento de desvalorização prevaleça até o fim do pregão, este será o quarto pregão consecutivo de recuo da moeda americana.  

Em comunicado, o BC informou que deu início a um processo de ajuste da taxa básica de juros, "cujos efeitos, somados aos de ações macroprudenciais, contribuirão para que a inflação convirja para a trajetória de metas".

Por volta das 10h30, o dólar comercial recuava 0,17%, cotado a R$ 1,668 na compra e a R$ 1,670 na venda.

No mercado futuro, o contrato de fevereiro negociado na BM&F declinava 0,11%, a R$ 1,673.

No mercado de câmbio externo, o euro tinha alta de 0,10% ante o dólar, instantes atrás, cotado a US$ 1,3502.

Nas bolsas, em Wall Street, os índices futuros apontavam para um começo de negócios negativo. Na Europa, o londrino FTSE-100 recuava 1,3%, enquanto o CAC-40, de Paris, registrava queda de 0,21%, e o DAX, de Frankfurt, de 0,67%.

Os investidores analisam, nesta jornada, a notícia de que a China cresceu 9,8% no quarto trimestre do ano passado, em relação ao mesmo período do calendário anterior, segundo o Departamento Nacional de Estatísticas do país. Parte dos analistas esperava um crescimento menos acentuado, de 9,4%.

Em 2010, a economia chinesa cresceu 10,3%, em comparação a um ano antes. Este é outro resultado que superou o consenso do mercado. Os dados alimentaram entre os investidores o receio de que o governo chinês adotará mais medidas para conter a inflação. Diante desse temor, em Xangai, o Shanghai Composite perdeu 2,92%, enquanto em Hong Kong, o índice Hang Seng teve queda foi de 1,70%.

Porém, o índice de preços ao consumidor apresentou elevação de 4,6% em dezembro, na comparação anual, em linha com o estimado por analistas. Na base mensal, o aumento foi de 0,5%. Em 2010, a alta foi de 3,3%.

A preocupação com a inflação não se limita à China. Hoje os agentes souberam que o índice de preços ao produtor na Alemanha aumentou 5,3% em dezembro, na comparação com o mesmo mês de 2009. A taxa superou a expectativa do mercado. Já na passagem do penúltimo para o último mês de 2010, o indicador saiu de um aumento de 0,2% para elevação de 0,7%, também acima do consenso do mercado.

Agora, os investidores aguardam a divulgação de indicadores da economia americana, como os pedidos semanais de seguro-desemprego e estoques de petróleo, além dos números de vendas de imóveis existentes e da pesquisa de Indicadores Antecedentes da economia, referentes a dezembro.