Commodities Agrícolas

Veículo: Valor Econômico
Seção: Agronegócios
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Commodities Agrícolas



Liquidação em NY Um longo movimento de liquidação de contratos determinou a retração das cotações do café ontem na bolsa de Nova York, de acordo com informações da agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em maio encerraram o pregão negociados a US$ 2,3425 por libra-peso, em queda de 285 pontos. Apesar do tombo, expressivo, os preços continuam em elevado patamar e os fundamentos de curto, médio e longo prazos sugerem que a sustentação vai perdurar. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do café arábica registrou queda de 1,01%, para R$ 431,01 (posto na cidade de São Paulo). A alta acumulada do indicador no acumulado de janeiro vem perdendo força nos últimos dias, e com a baixa de ontem passou a ser de 4,27%.
Crise politica Preocupações sobre a crise política na Costa do Marfim continuam a elevar as cotações do cacau na bolsa de Nova York. Os futuros da commodity com vencimento em maio deste ano encerraram o dia valendo US$ 3.115 por tonelada, valorização de US$ 59. De acordo com a Bloomberg, a crise pós-eleição na Costa do Marfim, o maior produtor mundial da amêndoa, tem causado um efeito catastrófico na economia e pode provocar escassez de alimentos, segundo o presidente eleito Alassane Ouattara. A União Europeia tem barrado embarque de novas transações nos principais portos do país como forma de sanção ao governo ilegítimo de Ouattara. No mercado de Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba fechou em alta, cotada, em média, a R$ 80, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Estoques apertados Os preços do algodão na bolsa de Nova York terminaram o pregão em alta pelo segundo dia consecutivo, impulsionados pelo sentimento do mercado de que os estoques mundiais da pluma estão apertados. Ontem, os contratos com vencimento em maio terminaram o dia cotados a US$ 1,4331 por libra-peso, ganho de 294 pontos. Segundo a Bloomberg, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu na semana passada a estimativa de produção mundial depois das chuvas que atingiram a Austrália. O mercado encontrou ainda mais suporte na desvalorização do dólar no mercado internacional e na possibilidade de compradores chineses voltarem ao mercado. No Brasil, a arroba foi negociada em Primavera do Leste (MT) a R$ 110,1, alta de 0,2%.
Queda na demanda A possibilidade de que a demanda por milho caia diante dos elevados preços alcançados nos últimos dias fez com que os preços do cereal caíssem ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio fecharam os negócios de ontem cotados a US$ 6,5125 por bushel, em queda de 18 centavos. Segundo a Bloomberg, analistas disseram que depois de o mercado ter alcançado o patamar mais elevado em 30 anos, o interesse por novas compras tende a diminuir. Com isso, fundos já não encontram mais espaço para elevar suas posições compradas e já estariam reduzindo suas posições. No mercado interno, os preços seguiram o caminho oposto. A saca de milho no Paraná terminou o dia valendo R$ 21,09, em alta de 1,1%, segundo levantamento do Deral.