Número de falências decretadas no Brasil em 2010 diminui, mas cresce em Santa Catarina, aponta levan

Veículo: Noticenter
Seção: Saúde Financeira
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Número de falências decretadas no Brasil em 2010 diminui, mas cresce em Santa Catarina, aponta levantamento. O Brasil registrou, em 2010, o menor número de falências decretadas desde 2005, ano em que foi editada a nova lei de falências. Foram ao todo 732 decretos, conforme revela o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações. Já em Santa Catarina o número de falências decretadas sofreu um pequeno aumento. No acumulado de ano houve 36 decretos, três a mais que os registrados em 2009. Apesar disso, o número de falências requeridas, no Estado, diminuiu de 49 em 2009 para 26 em 2010. De acordo com o levantamento, as micro e pequenas empresas foram as que apresentaram o maior recuo no número de falências decretadas, na relação com 2009. De janeiro a dezembro de 2010, 653 micro e pequenas empresas decretaram falência, ao passo que no ano anterior foram 831. Já as médias empresas somaram 64 decretos em 2010, seis a mais que em 2009. As grandes empresas, por sua vez, tiveram 15 falências decretadas ao longo do ano anterior, número menor que os 19 verificados em 2009. Os economistas da Serasa Experian apontam que os indicadores de insolvência das empresas recuaram em 2010, em decorrência do ambiente econômico favorável aos negócios e investimentos. O mercado interno aquecido, as políticas de estímulo econômico, que vigoraram parte do ano, a recuperação da oferta de crédito, o alongamento dos prazos de financiamento, a maior disponibilidade de recursos via BNDES, o recuo da inadimplência e o desenvolvimento de obras de infraestrutura determinaram um ano muito positivo para a geração de receitas e capitalização das empresas. A exceção continua com as empresas exclusivamente exportadoras que, com o real valorizado e a lenta recuperação das economias desenvolvidas, encontram dificuldades em colocar seus produtos nesses mercados, afetando seus resultados financeiros. Especialistas lembram que deve-se considerar, para 2011, que a economia irá crescer menos, em razão da política monetária restritiva, para controle da inflação e ajuste do crescimento do país, diante da pouca ociosidade existente na produção. A atenção também estará voltada para o câmbio, para a valorização do real, que tem proporcionado um rápido crescimento das importações, determinando dura concorrência para alguns setores industriais. De forma geral, mesmo com um crescimento menor do país, as finanças empresariais não serão comprometidas neste ano, o que pode levar a novas quedas nos indicadores de insolvência.