PIB do agronegócio deve crescer entre 3,5% e 4% em 2011, diz CNA

Veículo: Estadão
Seção: Agronegócios
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PIB do agronegócio deve crescer entre 3,5% e 4% em 2011, diz CNA

Confederação estima que a produção nacional será de 151 milhões de toneladas, volume superior ao colhido em 2010, de 149,25 milhões de toneladas



BRASÍLIA - O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio deve crescer entre 3,5% e 4% em 2011. A estimativa foi anunciada há pouco pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Para 2010, a CNA estima crescimento do PIB do agronegócio em 7%, considerando que o resultado acumulado até outubro registra alta de 4,67% no PIB do setor. Em 2009, o PIB do agronegócio teve queda de 5,51% em 2009, reflexo da crise econômica internacional.

Dados relativos exclusivamente a outubro de 2010 indicam que o crescimento do PIB do agronegócio foi de 0,79%. O cálculo é da CNA e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP).

Os resultados efetivos da safra 2010/2011, cuja colheita já começou no Estado de Mato Grosso, serão decisivos para confirmar a previsão de crescimento do PIB do agronegócio este ano, destaca a superintendente técnica da CNA, Rosemeire Cristina dos Santos. A Confederação estima que a produção nacional será de 151 milhões de toneladas, volume superior ao colhido em 2010, de 149,25 milhões de toneladas.

Vigora, no entanto, ainda alguma incerteza quanto ao resultado final, devido ao componente climático. "O clima é, neste momento, a grande preocupação dos produtores rurais. Por enquanto, as chuvas estão concentradas em algumas regiões, mas a situação pode mudar até o final do período de colheita da safra de verão, no mês de maio", explica Rosemeire.

Segundo a CNA, a produção em alta e a recuperação dos preços melhoraram a rentabilidade dos diversos segmentos do agronegócio em 2010. A produção básica, dentro da propriedade rural, acumulou, até outubro, expansão de 4,22%. A indústria se manteve na dianteira e, até outubro, registrou crescimento de 6,55%. O segmento de insumos ainda registrou perdas no acumulado de 2010.

Segundo a superintendente técnica da CNA, os custos de produção caíram em 2010, ajudando o segmento básico. Na média, o custo caiu para R$ 950,00 por hectare em 2010, contra R$ 1.150,00 por hectare em 2009.