Brasil cai no ranking mundial de competitividade

Veículo: O Estado de S. Paulo
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Com uma das cargas tributárias mais altas, a pior regulação do governo sobre a economia, uma das maiores taxas de corrupção e de desperdício de dinheiro público do mundo, além de um dos maiores spreads bancários (diferença entre o custo de captação do empréstimo e o que é cobrado dos clientes), o Brasil caiu duas posições no ranking das economias mais competitivas elaborado pelo Fórum Econômico Mundial. Segundo os dados revelados ontem, o país caiu da 56ª posição para a 58ª.

O ranking é estabelecido pelas respostas dadas por multinacionais e empresas locais a um questionário sobre a percepção de cada país.

O Fórum Econômico Mundial destaca pontos positivos na economia brasileira. Mas alerta quanto aos desafios. Entre os 139 países avaliados, o Brasil é classificado como o que tem o pior impacto da carga tributária sobre o setor privado.

No que se refere aos indicadores que medem a regulação do governo, o país era o penúltimo colocado em 2009 e caiu para último.

A queda reverte uma tendência positiva dos últimos anos. A reação do Brasil diante da crise fez o país subir oito lugares no ranking de competitividade entre 2008 e 2009. O Brasil passou do 64º lugar para a 56ª posição. Em 2007, o Brasil ocupava ainda o 72º lugar.

A pontuação do país na avaliação geral chegou a subir, passando de 4,2 pontos para 4,3 pontos neste ano. Mas isso não foi suficiente para manter sua posição no ranking. Países como Azerbaijão, Tunísia, Costa Rica e Indonésia são vistos como mais competitivos.

No topo da lista está a Suíça, seguida pela Suécia e por Cingapura. A economia americana, que ocupava a 2ª posição em 2009, caiu para a 4ª posição.

Já a China é o único país dos Brics que subiu no ranking, passando da 29ª posição para a 27ª e superando tradicionais economias como Itália e Espanha. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.