Setor de transporte rodoviário de carga espera crescer 10% no segundo semestre

Veículo: Portal CNT
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6/9/2010


Foto: Arquivo CNT

“O Brasil é a bola da vez. Não é mais aquele país do futuro. Acho que é um país do presente e precisa se preparar para o futuro, que é muito promissor”. A frase do presidente da seção de transporte de cargas da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e presidente da Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística (NTC&Logística), Flávio Benatti, reflete bem o atual momento da economia brasileira.
 
Pesquisa feita pela NTC&Logística, com cerca de 400 empresários do setor rodoviário de transporte de cargas, reforça essa ideia. A grande maioria das empresas prevê expansão de 10,2% no segundo semestre de 2010, se comparado com o mesmo período de 2009. Para 71,8% delas, o desempenho foi melhor no primeiro semestre deste ano em comparação com o período de janeiro a junho de 2009.
 
Para Benatti, o grande salto é uma tendência natural do setor quando a economia do país segue em ascensão: “as coisas estão acontecendo, a agricultura está bem, o comércio. O Brasil está num franco desenvolvimento e o transporte sempre acaba crescendo um pouco mais que o PIB”, destaca.
 
Empecilhos

No entanto, há barreiras para o crescimento do setor. Ao contrário do que se pensa, apenas 10,2% dos empresários apontaram problemas de infraestrutura (rodoviária, portuária e aeroportuária) como limitadores do crescimento. Para 73,4% das empresas, faltaram subsídios em algum momento para atender os clientes. Cerca de 29% disseram que o principal problema é a falta de mão de obra.
 
Mais de 54% das empresas deixaram de atender seus clientes por falta de veículo ou motoristas. Além disso, 61,4% afirmaram ter dificuldade na aquisição de insumos como veículos, implementos, peças e pneus, já que as indústrias não estão conseguindo produzir a quantidade necessária para atender a demanda crescente dos últimos meses.
 
Para citar um exemplo, há empresas que produzem caminhões registrando aumento de 100% neste ano. E ainda segundo o estudo, 46,7% das empresas dizem que pretendem adquirir caminhões neste semestre.
 
De acordo com Flávio Benatti, é preciso realizar um grande planejamento conjunto pela indústria, governo e empresas do setor de transporte para evitar os gargalos logísticos, principalmente devido ao grande crescimento esperado nos próximos anos, até 2016, motivado pela organização da Copa do Mundo de e as Olimpíadas.

“Precisamos estar muito atentos com a questão da mão de obra e o parque industrial para não limitar o desenvolvimento do país”, defendeu.

Saiba mais...
Confira o estudo completo realizado pela NTC&Logística.
 


Aerton Guimarães
Redação CNT