TCU questiona gastos das obras do Porto de Itajaí

Veículo: Netimarinha
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O Tribunal de Contas da União (TCU) está questionando gastos nas obras do Porto de Itajaí, que podem representar R$ 22 milhões de diferença no valor previsto. A partir de notificação confirmada, a Secretaria Especial de Portos terá 30 dias para prestar esclarecimentos. A expectativa é de que o impasse não atrapalhe o cronograma da obra, prevista para ser concluída em outubro.

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O principal questionamento do TCU refere-se aos gastos previstos com despesas indiretas, apontado pelo indicador BDI. Pelo projeto em andamento, o BDI representa 35% do valor total - sendo 13,85% para administração local, que inclui itens como pessoal, transportes e despesas diversas.


As Tabelas de Composição de Preços para Orçamentos (TCPO), da Editora Panini, considera 6% como o adequado para a administração local em grande obras.


Considerando os três contratos firmados, o valor das obras emergenciais de reconstrução dos berços destruídos durante a enchente de 2008 chega a R$ 299,4 milhões. Os 13,5% deste valor representam R$ 40,4 milhões, enquanto os 6% recomendados significariam R$ 17,9 milhões - uma diferença de mais de R$ 22 milhões.


Apenas para “despesas diversas”, sem apresentação de qualquer justificativa, o projeto original prevê 2,36% - cerca de R$ 7 milhões.


Contrato poderá ser reajustado


O TCU pede também informações sobre o destino final dos resíduos da remoção dos escombros do fundo do rio e a apresentação de um cronograma revisado das obras. O relatório do TCU, aprovado na quarta-feira, é assinado pelo ministro Augusto Sherman Cavalcanti.


A Secretaria Especial de Portos ainda não foi notificada sobre a decisão. Procurado pela reportagem, o órgão preferiu não se manifestar sobre o assunto. Se as respostas apresentadas pela Secretaria ao TCU não forem satisfatórias, o tribunal poderá determinar o ajuste dos contratos assinado, com a revisão dos valores para baixo.


O assessor jurídico do Porto de Itajaí, Henry Rossdeutscher, disse que a superintendência desconhecia a decisão do TCU até ser informada pela reportagem. Ele considera natural que questionamentos como os apresentados pelo tribunal ocorram “em obras desta magnitude” e lembra que todas as respostas deverão ser apresentadas pela Secretaria de Portos.


Para Henry, o novo impasse não afetará o cronograma das obras que está na reta final.



Com informaçoes Diário Catarinense